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Em Alagoas o pau que bate em chico não bate em Francisco! Com a palavra o MP


Em Alagoas, realmente, o pau que bate em Chico nem toca em Francisco. Alagoas está sob um dilúvio que vem desabrigando diversos alagoanos, com direito à campanha nas redes sociais o povo clama para que todas as festas juninas milionárias, que recentemente serviram de batalha entre prefeitura da capital e governo do estado, sejam suspensas, os internautas pedem até para que os artistas desistam de seus respectivos cachês para que eles sejam redirecionados às vítimas da chuva.

Até mesmo o Ministério Público Estadual entrou no embalo e, através da assinatura de três promotoras da 15ª Vara da Fazenda do Estado, pediu o cancelamento das festas juninas, mas pasmem, somente na capital, até o momento as festas promovidas pelo governo de Alagoas permanecem intocadas. Entramos em contato com a assessoria do MPE/AL sobre as providências com relação aos festejos juninos em todo estado e a resposta foi curta e grossa “Por enquanto, não”, bem, acho que Francisco segue muito bem acobertado.

No mais, seria bem mais prudente manter os festejos, com um breve adiamento, até as chuvas darem uma trégua, sem ignorar os infortúnios causados pela chuva e prestando toda empatia aos milhares de alagoanos que seguem desolados, desabrigados e perdendo entes queridos, já que, como todo mundo sabe, seja na capital ou no interior, o problema é mais profundo do que uma festa sazonal e não será resolvido em curto prazo, muito menos com a verba direcionada aos festejos. O povo ainda precisa de lazer e o lazer, quando bem organizado e gerido, traz receita, gera emprego e renda, podendo assim ser de fato revertida para sanar os problemas das enchentes e atender os desabrigados das chuvas, apesar.

Uma festa que além amenizar o sofrimento da população que acumula mais de dois anos no isolamento trará só na capital, um retorno de cerca de R$100 milhões para a economia de Maceió, um incremento de quase 10 vezes o investimento total. No mais, cabe entender qual a intenção do MPE/AL em recomendar o cancelamento de uma festa junina apenas na capital alagoana em detrimento de uma festa numa proporção muito maior promovida pelo governo, reitero o questionamento já que as respostas dadas são vagas diante do decreto de situação de emergência em 33 municípios alagoanos dado pelo próprio governador do estado, Paulo Dantas, incluindo a capital Maceió.

Ou o MPE está fazendo o papel de fantoche do estado e entrando na briga eleitoral escancarada através de alfinetadas constantes entre estado e município, ou acreditemos na competência do Ministério Publico em estar analisando mais profundamente o caso de Alagoas, lembrando que não é o recurso de uma festa junina que irá tirar Alagoas de baixo d’água, o buraco é bem mais em baixo, viu Francisco?

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