Mais uma vez Rodrigo Cunha segue fiel à linha de atuação que segue desde começo, a da independência política, mesmo tendo como aliados e principais apoiadores o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, e o prefeito de Maceió, JHC, não seguiu o exemplo de ambos e marcou ausência no evento da entrega de residências a famílias de baixa renda, no bairro do Vergel do Lago, que contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro, para um bom entendedor não é preciso dispor o significado dessa ausência, o senador e pré-candidato ao governo não pretende ligar sua imagem à do presidente, como vem fazendo Fernando Collor ferrenhamente.
Sabe-se também que, deste modo, Cunha não aderirá a nenhuma polarização, ele faz parte do seleto grupo dos “nem nem” ou mais conhecida “terceira via”, digo seleto, pois a paixão política tem trazido à tona novamente a mesma polarização que vivenciamos em 2018 entre Bolsonaro e PT, desta vez entre o atual presidente e Lula, a figura mor do petismo voltou inocentado e livre para bater de frente com o atual presidente e seus remanescentes apoiadores. Por isso a característica de quase exclusividade ideológica de Cunha em se manter independente e assumir a pretensão em buscar a interlocução com o governo federal seja lá quem for o presidente eleito.
Mas como consequência, os votos dos Bolsonaristas ferrenhos e completos opositores à bandeira vermelha do PT, sobrou para Collor, que vem fazendo sala para o presidente e não é de hoje, mesmo não tendo sido anunciado oficialmente por Jair Bolsonaro como seu candidato oficial ao executivo alagoano, Fernando Collor tem construído um caminho para cair nas graças dos adoradores de Bolsonaro, e tem angariado sucesso, afinal, não apenas nas redes sociais, mas por onde passa, sempre ao lado do presidente, tem acumulado aplausos e tapinhas nas costas, definitivamente Collor é o candidato oficial do eleitor bolsonarista.
Então o cenário definido ficaria com Paulo Dantas ao lado de Lula, Collor de mãos dadas com Bolsonaro e Cunha seguindo numa espécie de terceira via que compactua com os apoiadores da via direita, confuso, mas compreensível, já que Rodrigo Cunha é famoso por não dar muita confiança a novos aliados e evita até mesmo escancarar sua parceria com Arthur Lira, portanto, Lira oferece apoio a Bolsonaro no estado, mas sem palanque, já que seu candidato não demonstra nem resquícios de vontade em apoiar o presidente, respeitando apenas as ondições impostas para que possa formar uma boa chapa, inclusive com Jó Pereira como sua vice, a consequência se dará nas urnas, já que Cunha poderá perder uma boa parcela do eleitorado que embarcou na paixonite aguda pela polarização na qual o Brasil está mergulhado, mas essa prévia teremos nas próximas pesquisas que virão.




