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Sertões: A Arte de Geovana Cléa – Uma Viagem entre Memórias, Terra e Identidade

Natural de Inhapí, no sertão alagoano, Geovana Cléa apresenta na galeria Hugo França em Trancoso sua exposição individual, “Sertões”. Reconhecida internacionalmente, a artista que tem 28 anos de experiência no mundo da arte, traduz na tela a poesia da terra, onde sua história ganha vida em cores e formas. Com olhar naturalista e traços expressionistas, com a maturidade do tempo sua arte se torna também arte popular brasileira, refletindo a força e a delicadeza da natureza, sempre guiada pelo desejo de preservação e respeito ao planeta. Iniciou sua trajetória artística na Itália, onde realizou exposições em diversos cenários internacionais, para citar alguns deles: Milão, Roma, Veneza, Londres, Paris, Nova York e Dubai, participando da Bienal de Veneza e do Salon National de Beaux Arts no Louvre.

Em seu continuo caminhar no Brasil, após Sertões no Salone Del Mobile em Milão e anteriormente tendo exibido “Sertões Ilha do Ferro”, retorna ao Brasil para levar “Sertões São Paulo” e agora inicia o seu ano levando sua exposição também ao litoral baiano, resgatando uma poética profunda de sentimentos que deseja compartilhar. Geovana Cléa conquistou espaço no mercado do luxo internacional com a sua arte, ainda sendo atualmente artista exclusiva de um Brand de luxo internacional, assim como colaborou com outros grandes nomes do mercado Made in Italy no passado. Além disso, Geovana é a única artista brasileira com obras à venda na icônica loja de luxo Harrods, em Londres, um dos endereços mais prestigiados do mundo para colecionadores.
Dando continuidade à sua trajetória no Brasil, após apresentar Sertões São Paulo e Sertões Ilha do Ferro, Geovana Cléa expõe sua obra no litoral baiano, ampliando sua pesquisa sobre a relação entre paisagem, memória e identidade cultural. A mostra utiliza o solo rachado como elemento visual e conceitual, representando a resiliência e a riqueza do patrimônio sertanejo. As composições exploram a interação entre matéria e território, resgatando referências geográficas e sociais de sua infância.

A exposição propõe uma análise crítica sobre a transformação do sertão ao longo do tempo, abordando sua relevância histórica e a preservação das narrativas dos povos originários. Além do aspecto estético, a pesquisa incorpora reflexões sobre sustentabilidade e conservação ambiental, reforçando a necessidade de proteger esse ecossistema.
Geovana seguiu diversos caminhos em sua carreira, mas sempre com um propósito central. Atualmente residente na Itália, mantém uma forte conexão com suas origens, cujas influências já estavam presentes antes de sua mudança. Durante seu tempo às margens do rio Trebbia, ela se deparou com um solo inesperadamente rachado, que evocou memórias do sertão e a reconectou com sua trajetória. Esse encontro com a terra inspirou novas explorações e mensagens artísticas.

Em suas obras, Geovana busca expressar a conexão fundamental com a terra e os elementos naturais. Cada peça, criada a partir de materiais como barro, carrega um significado profundo. O barro preto e vermelho de Inhapí, por exemplo, representa a resistência e a luta histórica do sertanejo; o barro cinza do sertão baiano, colhido de uma fazenda no interior da Bahia, um presente especial que seu pai, Sr. Luiz Celso lhe deu, simboliza uma memória afetiva e cultural; e o barro marrom da Ilha do Ferro carrega uma identidade sertaneja, relacionada à ancestralidade e à cultura local.
Com o propósito de revisitar suas origens, a artista desenvolve novas obras incorporando elementos esféricos, como as chimbras, que fazem referência às brincadeiras e aos sonhos das crianças do sertão, além de sua própria relação com um universo lúdico. A nova coleção de quadros, composta exclusivamente por barros e elementos naturais, busca ressaltar a simplicidade e autenticidade do solo.

Outras peças incluem cristais especiais, alguns vintage, em colaboração com a Swarovski, assegurando a autenticidade e brilho únicos das obras. Além disso, Geovana utiliza pós naturais de quartzos e pérolas para intensificar a conexão com os elementos da natureza. A série também explora uma releitura do Sertão Pop, utilizando cores vibrantes para representar suas experiências em diferentes contextos culturais e geográficos.

As obras de Geovana Cléa representam a fusão da tradição sertaneja com o simbolismo reinterpretado pela artista, criando uma conexão entre o sertão e os povos originários. A exposição proporciona uma reflexão sobre identidade, resistência e a relação com a terra, conceitos essenciais para todos. Através de suas obras, Geovana compartilha as histórias de figuras importantes de sua vida e de Inhapí, com a intenção de eternizá-las posteriormente em palavras. Sua arte é um mergulho na própria essência, onde a natureza se transforma em expressão artística, transmitindo, com emoção e sensibilidade, sua poderosa lição de amor.

A mostra propõe uma imersão nas origens da artista, com a identidade de Geovana expressa nas fissuras do sertão, proporcionando aos visitantes uma experiência rica em memória e significado. O design do espaço expositivo foi planejado para oferecer uma experiência sensorial, estimulando os sentidos e favorecendo uma conexão autêntica com as obras inéditas, criadas no sertão a partir de barros naturais e ancestrais.

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