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CGU aponta sobrepreço de R$ 5,8 milhões em obra da BR-424, em Alagoas, e DNIT admite erro, mas nega pagamento

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), vinculado ao Ministério dos Transportes, confirmou que uma inconsistência técnica foi identificada no projeto de duplicação da BR-424, em Alagoas, especificamente em um trecho que integra o Arco Metropolitano de Maceió. A obra, amplamente destacada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), está orçada em R$ 253,7 milhões e é considerada estratégica para a mobilidade na região metropolitana da capital alagoana.

O alerta partiu da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontou um possível sobrepreço de R$ 5,8 milhões em serviços previstos no contrato. Segundo relatório preliminar da CGU, os valores estimados para determinadas etapas do projeto superariam os padrões técnicos e econômicos normalmente praticados para obras dessa natureza, o que levantou suspeitas sobre a correta aplicação dos recursos públicos.

Diante da revelação, o DNIT emitiu uma nota oficial admitindo a falha na elaboração do projeto executivo da obra. O órgão, no entanto, garantiu que nenhum valor referente aos itens com indícios de sobrepreço foi efetivamente pago até o momento. “A identificação precoce do equívoco permitiu a suspensão imediata da execução dos serviços questionados, evitando prejuízos ao erário”, informou o departamento.

A nota do DNIT também ressaltou que os procedimentos internos de revisão estão sendo adotados para corrigir as distorções técnicas e garantir a plena conformidade dos valores com os parâmetros legais. A instituição afirma ainda que permanece em articulação com a CGU para sanar quaisquer outras inconsistências encontradas ao longo do projeto.

O caso lança luz sobre os mecanismos de controle interno da administração pública e reacende o debate sobre a transparência na aplicação de recursos federais em grandes obras de infraestrutura. O Arco Metropolitano de Maceió, que já vinha sendo apresentado pelo governo federal como um dos marcos do investimento em mobilidade urbana na região Nordeste, agora enfrenta um novo desafio: assegurar que cada centavo seja gasto de forma regular e eficiente

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