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Feu Maia, Vice Prefeito de Quebrangulo, crítica Governador Paulo Dantas e Secretaria da Saúde do estado por não repassar recursos ao município.

O vice-prefeito de Quebrangulo, Feu Maia, levou ao público nesta semana um alerta contundente sobre a iminente paralisação dos serviços de saúde no município. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ele acusou o Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), de atrasar repasses essenciais para a manutenção do Hospital Municipal, situação que, segundo ele, coloca em risco direto o atendimento à população.

No pronunciamento, Feu Maia afirmou que a gestão municipal já não dispõe de condições financeiras para sustentar sozinha os custos da unidade hospitalar, que depende dos repasses estaduais para pagar equipes, garantir medicamentos, manter o funcionamento de equipamentos e assegurar o atendimento de emergência. De acordo com o vice-prefeito, a ausência dos repasses acumulou uma dívida insustentável, tornando inevitável a decisão de fechar temporariamente o hospital caso o Estado não regularize imediatamente os pagamentos.

A denúncia expôs uma tensão crescente entre o governo municipal e a administração estadual. Feu Maia classificou a situação como “insustentável” e afirmou que o município tem sido deixado à própria sorte. O vice-prefeito ressaltou ainda que o hospital é o único equipamento de saúde da região com capacidade de atender casos de média complexidade, o que torna eventual fechamento uma medida de altíssimo impacto para a população local e para municípios vizinhos que dependem de Quebrangulo como referência.

No vídeo, Maia também criticou a falta de diálogo com o governo estadual. Segundo ele, a prefeitura teria feito diversas tentativas de obter respostas da Sesau, mas alegou que não recebeu retorno efetivo, nem previsões claras sobre a liberação dos recursos. O vice-prefeito classificou o silêncio como uma demonstração de descaso e disse que a administração municipal está “de mãos atadas”.

A possibilidade de fechamento do hospital amplia o clima de insegurança entre os moradores, que já enfrentam dificuldades no acesso a serviços básicos de saúde. Sem o funcionamento da unidade, pacientes seriam obrigados a se deslocar para cidades mais distantes, aumentando riscos em casos de urgência e elevando custos para famílias de baixa renda.

A denúncia de Feu Maia, embora grave, ainda não foi formalmente respondida pelo Governo do Estado até o momento da divulgação. Enquanto isso, a incerteza paira sobre Quebrangulo, que pode enfrentar, nos próximos dias, o colapso de um dos seus serviços públicos mais essenciais.

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