Às vésperas de se afastar do cargo para disputar um novo mandato político, o prefeito de Maceió, JHC, deixa em andamento um conjunto de obras que durante décadas figuraram apenas no discurso de sucessivas gestões municipais e estaduais.
Antes tratadas como promessas recorrentes em campanhas eleitorais, intervenções consideradas estruturantes para a capital alagoana finalmente saíram do papel. Pelo menos cinco delas já estão em execução ou em fase avançada, marcando uma mudança no ritmo das ações urbanísticas da cidade.
Entre os projetos mais simbólicos está a Rota do Mar, iniciativa voltada à reestruturação da mobilidade e da integração urbana em áreas estratégicas da capital. Outro destaque é a transformação urbanística do Vale do Reginaldo, região historicamente marcada por vulnerabilidade social e problemas de infraestrutura, que agora passa por um processo de requalificação urbana.
No Vergel do Lago, área que por décadas acumulou promessas de revitalização, as obras também avançam com intervenções voltadas à melhoria das condições de moradia e infraestrutura. Já o tradicional Mercado da Produção, um dos principais centros comerciais populares de Maceió, passa por um processo de modernização aguardado há anos por comerciantes e consumidores.
Outro ponto considerado emblemático é a despoluição do Riacho Salgadinho, dentro do programa Renasce, apresentado pela prefeitura como a maior obra ambiental da história da capital alagoana. O projeto busca recuperar um dos principais cursos d’água da cidade, historicamente associado a problemas de saneamento e degradação ambiental.
Além dessas intervenções, a gestão municipal mantém outras obras em execução e novos projetos em andamento. No entanto, é justamente o caráter simbólico dessas cinco iniciativas que tem sido destacado por aliados e observadores da política local.
Na avaliação de integrantes da administração, elas representam a materialização de demandas antigas da população e reforçam um discurso recorrente no debate público: o de que obras consideradas históricas dependem menos da promessa e mais da decisão política de executá-las.




