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Superlotação expõe fragilidade na rede materna em Maceió e levanta alerta sanitário

Um vídeo divulgado pelo Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL) acendeu um sinal de alerta sobre a situação da Maternidade Escola Santa Mônica, em Maceió. As imagens mostram corredores ocupados por pacientes, ausência de leitos disponíveis e um cenário descrito pela entidade como incompatível com padrões mínimos de assistência hospitalar.

A denúncia aponta que a superlotação não é pontual, mas recorrente, e já compromete diretamente a segurança de gestantes, recém-nascidos e profissionais de saúde. De acordo com o sindicato, o ambiente improvisado e a falta de estrutura adequada elevam o risco de infecções hospitalares e dificultam o manejo de casos mais graves.

Outro ponto crítico destacado é a inexistência de isolamento eficiente para pacientes com suspeita de doenças infectocontagiosas — uma falha que, segundo especialistas ouvidos pela entidade, pode agravar ainda mais o cenário, especialmente em unidades com alta rotatividade de pacientes.

A maternidade, que integra a rede pública por meio da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) e atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS), desempenha papel estratégico no atendimento materno-infantil do estado. Ainda assim, as imagens levantam questionamentos sobre a capacidade operacional da unidade diante da demanda crescente.

Nos bastidores, profissionais relatam sobrecarga constante, escalas pressionadas e falta de recursos básicos, indicando que o problema vai além de episódios isolados. Para o Sinmed/AL, a situação exige resposta imediata das autoridades estaduais e da gestão da unidade.

Até o momento, a direção da maternidade não se pronunciou oficialmente sobre as denúncias. O silêncio institucional amplia a cobrança por transparência e medidas urgentes para conter o que já é classificado por médicos como um risco iminente à saúde pública.

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