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Lira e JHC reabrem canais e movimentam sucessão em Alagoas

A política alagoana voltou a registrar sinais de aproximação entre dois personagens centrais do tabuleiro estadual: Arthur Lira e JHC. Nos bastidores, interlocutores de ambos os grupos admitem que conversas foram retomadas e que uma eventual reaproximação pode alterar de forma significativa o cenário da sucessão de 2026.

Embora ainda tratada com discrição, a articulação já é considerada estratégica por aliados. A avaliação predominante é de que, se houver entendimento, JHC passaria a contar com o apoio de um bloco robusto de prefeitos e lideranças do interior hoje alinhados ao grupo de Lira. O efeito prático seria ampliar presença política fora de Maceió, território onde o prefeito já concentra maior influência.

Nos círculos reservados da política local, a leitura é de que esse reforço poderia acelerar o desempenho de JHC em levantamentos internos e encurtar o caminho rumo ao Palácio República dos Palmares, sede do governo estadual. Com estrutura ampliada e palanques regionalizados, ele passaria a figurar com ainda mais força entre os nomes competitivos para a disputa.

Apesar do clima mais favorável, há entraves relevantes. O principal deles envolve a montagem da chapa majoritária e, sobretudo, a disputa por espaços ao Senado Federal. O tema é considerado sensível dentro das duas bases e tem impedido, até aqui, qualquer anúncio público.

Reservadamente, dirigentes reconhecem que a reaproximação depende menos de afinidade política e mais de engenharia eleitoral. Em Alagoas, onde alianças costumam ser definidas por cálculo de sobrevivência e força territorial, a matemática segue falando mais alto que os discursos. Se o acordo avançar, 2026 pode começar a ser decidido muito antes do calendário oficial.

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