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A Troca de Favores que Redesenha a Política Alagoana

Uma engrenagem de interesses mútuos move os bastidores da disputa eleitoral em Alagoas. Fontes ouvidas pela reportagem confirmam: a candidatura de Filho ao governo do estado não nasce de um projeto político próprio — nasce de uma dívida com o pai.
O senador Renan Calheiros vive um momento delicado na corrida ao Senado. Em retribuição ao apoio familiar, assumiu uma função que, originalmente, caberia ao ex-ministro dos Transportes: ser o principal antagonista de JHC, o ex-prefeito de Maceió que avança com disciplina e consistência rumo ao Palácio.
O problema é que a estratégia, até agora, não funciona.
JHC ignora. Sistematicamente. Cada acusação grave lançada por Calheiros é recebida com silêncio calculado ou com o mesmo roteiro que consagrou o ex-prefeito nas redes sociais — leveza, narrativa própria, agenda de futuro. Nenhuma reação que eleve o adversário ao mesmo patamar.
E há uma razão para isso.
O ex-prefeito parece ter compreendido o que analistas políticos já sabem: atacar Calheiros é inútil. Tudo o que se pode dizer sobre o presidente do MDB alagoano já foi dito — e muitas vezes. O desgaste do senador é um fato consolidado no imaginário do eleitor. Insistir nesse front seria, no melhor dos casos, redundante.
Mas existe outra dimensão nesse cálculo. JHC ainda preserva um ativo raro na política brasileira: imagem pública com credibilidade. Para quem construiu uma carreira na era das redes sociais, esse patrimônio não se arrisca em trocas que nada acrescentam.
Calheiros, segundo interlocutores, parece não ter o mesmo cuidado com sua própria reputação — o que, por si só, já revela o abismo entre os dois projetos em confronto.​​​​​​​​​​​​​​​​

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