JHC e Renan Filho correm para o Palácio e abrem temporada de alianças que pode decretar o fim de carreiras históricas
A movimentação intensa de João Henrique Caldas, o JHC, e do senador Renan Filho pelo interior alagoano já não deixa margem para especulação: os dois disputarão o governo do estado em outubro. A corrida promete ser de resultado apertado — um clássico onde cada voto pesará como ouro.
Mas é na disputa pelo Senado que o roteiro ganha contornos de thriller político. Com apenas duas cadeiras em jogo e três candidatos de peso no páreo — Renan Calheiros, Arthur Lira e Alfredo Gaspar —, a eleição será, segundo analistas, a mais acirrada da história alagoana. A pergunta que domina os bastidores: quem será eliminado?
Renan Calheiros chega com o músculo da máquina governista e décadas de enraizamento no interior, onde o MDB controla 80 prefeituras. Arthur Lira aposta nos currais eleitorais alimentados por dois mandatos no comando da Câmara e do Centrão, com recursos federais distribuídos cirurgicamente. Alfredo Gaspar é o novato — mas carrega um trunfo raro: é o menos rejeitado pelo eleitorado e lidera as intenções espontâneas de voto na capital.
O nó górdio da eleição está nas alianças. Se JHC fechar chapa com Gaspar e Lira para o Senado, a candidatura de Renan Calheiros entra em colapso — e meio século de vida pública pode chegar ao fim de forma inglória. Sem esse bloco adversário unificado, o veterano senador se reergue, mas aí quem corre risco é Lira ou Gaspar.
Alagoas nunca teve tanto a perder — ou a ganhar — em uma única eleição.




