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O embrulho na vitrine

O nome chegou devagar, como chegam os nomes que pretendem durar. Primeiro um sussurro nos corredores do PL alagoano, depois uma conversa de liderança em liderança, até que o burburinho tomou a consistência de projeto. Henrique Costa, ex-reitor da UNCISAL, é o escolhido que o partido começa a embrulhar para presente — e a fita ainda não está amarrada, mas o embrulho já está na vitrine.

Há uma lógica no movimento. O PL precisa de um rosto que não carregue o desgaste da política profissional de carreira, alguém que venha de outro universo — o acadêmico, o técnico, o da gestão institucional — e que possa ser apresentado como novidade sem ser inteiramente estranho ao jogo. Costa cumpre esse figurino. Resta saber se o figurino cabe na arena eleitoral, que costuma rasgar tecidos finos.

O Palácio República dos Palmares, como sempre, atrai mais pretendentes do que comporta. O sinal dado pelo PL é menos uma declaração de guerra e mais um aviso de que a legenda não pretende chegar a 2026 apenas para compor palanques alheios. Quer disputar. E quando um partido começa a vender essa disposição com um nome concreto — ainda que em processo —, os outros campos da política alagoana precisam reagir ou aceitar o enquadramento.

A movimentação em torno de Costa ainda está no estágio das conversas que ninguém confirma e ninguém desmente com firmeza. É nesse intervalo — entre o rumor e o fato consumado — que as candidaturas se constroem ou se desfazem. O próximo capítulo depende de como as lideranças que acompanham “de perto os próximos passos” do partido decidirão se posicionar. Cada passo dado agora vale por dois lá na frente.

Nome na roda  Henrique Costa, ex-reitor da UNCISAL, surge nas articulações internas do PL como o pré-candidato ao Governo de Alagoas em 2026. O movimento ainda não é oficial, mas já é suficientemente sólido para movimentar lideranças que passaram a calcular o tabuleiro a partir dessa peça.

O palácio aquece  Com o PL colocando um nome na mesa, a disputa pelo Palácio República dos Palmares começa a ganhar forma antes do previsto. Outros campos da política alagoana terão de responder — ou perder a iniciativa para a legenda bolsonarista no estado.

Não ofende  Quando um ex-reitor entra na política alagoana pelo portão principal, quem sai pela porta dos fundos?

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