A entrevista concedida pelo serial killer de Maceió, Albino Santos de Lima, ao programa Doc Investigação, da Record, provocou indignação no deputado federal Marx Beltrão. Condenado a mais de 175 anos de prisão pela morte de 18 pessoas, a maioria mulheres e jovens, o criminoso falou sobre os assassinatos e chegou a tratar as execuções como uma espécie de “hobby”.
Para Marx, o caso acende um alerta sobre a transformação de assassinos em celebridades por meio de entrevistas, documentários, filmes e séries.
“Bandido não pode virar estrela. Um criminoso não pode tirar vidas, destruir famílias e depois ganhar notoriedade e a possibilidade de lucrar com produções sobre os próprios crimes. Isso representa uma nova agressão às vítimas e aos seus familiares”, afirmou.
O deputado defende que nenhum condenado receba dinheiro pela exploração comercial do crime que praticou. Caso exista remuneração, os valores devem ser destinados às vítimas ou aos seus herdeiros. Uma proposta com esse objetivo já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
Marx também se destaca pela defesa do endurecimento das leis penais, do fortalecimento das forças de segurança e do fim de privilégios para criminosos. O parlamentar afirma que não tem medo de expor suas posições nem de defender publicamente seus votos em Brasília.
“Estou do lado das vítimas, das famílias, dos policiais e das pessoas de bem. Defendo meus votos porque fui eleito para representar a população, e não para proteger criminosos. Quem comete um crime grave precisa receber uma punição compatível com o mal que causou”, ressaltou.
Entre as bandeiras defendidas por Marx estão o fim das “saidinhas”, o fim das visitas íntimas no sistema penitenciário, o endurecimento das penas contra integrantes de facções criminosas e a restrição de benefícios para condenados por crimes hediondos.
Marx é autor do Projeto de Lei 10.348/2018, que proíbe a saída temporária para condenados por crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo. Também apresentou o Projeto de Lei 979/2024, aprovado pela Comissão de Segurança Pública da Câmara, que proíbe tomadas e pontos de energia elétrica dentro ou nas proximidades das celas, dificultando o uso de celulares por criminosos para comandar delitos de dentro das penitenciárias.
Na proteção às vítimas, Marx é autor do Projeto de Lei 404/2023, que permite às mulheres sob medida protetiva acompanhar, em tempo real, a localização do agressor monitorado por tornozeleira eletrônica. Outra proposta de sua autoria determina a divulgação, nas faturas de serviços essenciais, das fotografias de foragidos condenados definitivamente por crimes de violência contra a mulher.
“Segurança pública exige policiais valorizados, inteligência, investigação, proteção às vítimas e leis duras. O criminoso não pode ter mais proteção do que a vítima. Meu mandato continuará enfrentando esse debate sem medo”, declarou.
Para Marx, o país precisa parar de romantizar criminosos e voltar sua atenção para as vítimas e seus familiares.
“Não podemos aceitar que assassinos sejam tratados como personagens fascinantes e tenham suas histórias transformadas em produtos milionários. Bandido deve cumprir pena, vítima deve receber justiça e a população precisa ter segurança”, concluiu Marx.




