A Coligação Alagoas Gigante buscou a Justiça Eleitoral para garantir equilíbrio na cobertura televisiva das Organizações Arnon de Mello (OAM). O grupo de comunicação, que tem como principal expoente político o ex-senador Fernando Collor de Mello, apresentou parcialidade durante a exibição do especial diário “Central das Eleições”.
O programa, exibido pela emissora em TV aberta, tem meia hora de duração. Na última sexta-feira, por exemplo, quase um terço da atração inteira foi dedicada a uma fala do presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor (MDB). Ao lado de Renan Filho e Renan Calheiros (MDB), Victor atacou JHC, sem que houvesse qualquer tipo de defesa. Mais tarde, a emissora da família Collor de Mello apresentou um corte das redes sociais do vereador Rui Palmeira (PSD), que disputa o cargo de deputado federal. Palmeira faz um react a um posicionamento de JHC, que sequer foi mostrado ao público.
Em outro momento, ao mostrar uma atividade de campanha de Renan Calheiros, foi exibido o número de urna do candidato. O trecho foi retirado do instagram de Calheiros. “No período posterior ao encerramento do prazo para a realização das convenções partidárias, as emissoras de rádio e televisão, por serem objeto de outorga do Poder Público, têm dever de imparcialidade, não podendo, portanto, veicular propaganda política, ou dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação”, sustenta um trecho da peça apresentada pelo departamento jurídico da coligação.




