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Marina JHC comemora decisão do STF que amplia Lei Maria da Penha para casos de violência política de gênero

 

Candidata ao Senado afirma que medida representa avanço na proteção de mulheres que enfrentam ataques e tentativas de afastamento da vida pública

A candidata ao Senado por Alagoas Marina JHC aprovou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu a possibilidade de aplicação das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha a mulheres vítimas de violência política de gênero. Para Marina, a ampliação da proteção representa um avanço no enfrentamento de práticas que buscam intimidar ou afastar mulheres dos espaços de poder.

A decisão do STF foi tomada no dia 19 de agosto, durante o início do período eleitoral, e estabelece que a violência política motivada por gênero também pode ser enquadrada na proteção da legislação, mesmo quando não existe relação doméstica ou afetiva entre vítima e agressor. Nos casos relacionados à disputa política, a análise das medidas protetivas caberá à Justiça Eleitoral.

Marina relacionou a decisão à própria experiência durante a campanha eleitoral em Alagoas. A candidata apresentou uma notícia-crime contra Marcelo Melo Silva, secretário integrante da gestão do governador Paulo Dantas (MDB), após declarações feitas durante um ato político em Santana do Ipanema. Segundo a denúncia, o gestor teria utilizado a origem mato-grossense de Marina para questionar sua presença na disputa pelo Senado e afirmar que ela “não conhece Alagoas”.

Para a defesa da candidata, a referência à origem geográfica teria sido utilizada para tentar desqualificá-la diante do eleitorado, em um contexto que também envolve o fato de Marina ser a única mulher e disputar um espaço de poder no senado alagoano. O caso reforça a necessidade de mecanismos capazes de proteger mulheres que enfrentam ataques de natureza política e de gênero durante processos eleitorais.

Durante comício realizado em Satuba, no último domingo (6), Marina afirmou que o combate à violência política de gênero será uma das bandeiras de sua atuação. “Violência política de gênero não será mais aceita neste estado”, declarou. A candidata também destacou o compromisso de ampliar a participação feminina na política e afirmou que pretende representar as mulheres e dar voz à população nas decisões políticas.

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