Ao defender, durante o debate da TV Gazeta da última quinta-feira (10), a escolha de especialistas para comandar a Saúde, Renan Filho disse ter feito uma “gestão técnica” e citou como exemplos Alexandre Ayres e Rozangela Wyszomirska, ex-secretários de sua própria gestão.
O histórico dos dois à frente da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), porém, inclui investigações de órgãos de controle, operações policiais e processos envolvendo a aplicação de recursos públicos.
Durante a gestão de Alexandre Ayres à frente da Secretaria de Estado da Saúde (2019-2022), a pasta acumulou denúncias em plena pandemia. Uma delas envolveu acusações de nepotismo no Laboratório Central de Alagoas (Lacen).
Outro episódio foi a compra de 50 respiradores pelo Consórcio Nordeste que nunca foram entregues. A negociação acabou relacionada à Operação Ragnarok, da Polícia Civil da Bahia, que identificou suspeitas de fraude documental envolvendo a empresa fornecedora.
O terceiro caso atingiu diretamente o então secretário-executivo da Saúde e braço direito de Ayres, Marcos Ramalho, acusado de receber supersalários que ultrapassavam R$ 72 mil mensais.
Segundo dados do Portal da Transparência apresentados na denúncia, Ramalho recebeu R$ 343,9 mil em plantões apenas nos primeiros seis meses de 2021, além do salário de secretário-executivo.
Por sua vez, Rozangela Wyszomirska, que comandou a Saúde no início do governo Renan Filho (2015-2017), também foi alvo de investigações.
Em maio de 2016, Rozangela teve de prestar depoimento à Polícia Federal para esclarecer o suposto descumprimento de uma decisão da Justiça Federal que determinava a realização urgente de uma cirurgia ortopédica para uma paciente.
No ano seguinte, já fora da Sesau, Rozangela foi detida e conduzida coercitivamente à Polícia Federal, desta vez durante uma operação conjunta da PF e da Controladoria-Geral da União que investigava suspeitas de fraudes na Saúde de Alagoas.




