Encerrada a temporada com o principal objetivo alcançado, o técnico Itamar Schülle apontou a continuidade do trabalho como um dos principais fatores para o ASA conquistar o acesso à Série C.
Ele participou do Carona do ge nesta sexta-feira, com o jornalista Henrique Pereira, da TV Asa Branca.
O treinador chegou ao clube em meio à transição da comissão técnica, nas finais do Alagoano, e teve pouco tempo para conhecer a estrutura e a realidade do clube.
Depois, Schülle participou da montagem do elenco para a Série D e conduziu o time alvinegro até o vice-campeonato do Brasileiro. Para ele, a sequência no trabalho foi determinante para o resultado alcançado.
— Foi muito gratificante porque a gente pôde ter continuidade e, com todos lá, fazer um grande trabalho e chegar ao acesso tão sonhado que o ASA buscava. Há muitos anos o ASA buscava, há algumas temporadas batia na trave.
O treinador lembrou que assumiu a equipe em um momento complicado, após a saída de Dico Woolley e às vésperas da finalíssima do estadual, contra o CRB, quando o ASA havia perdido a primeira partida por 3 a 0.
Nos primeiros dias em Arapiraca, Itamar procurou entender de perto o funcionamento do clube. Ele chegou a dormir no alojamento do ASA e realizou reuniões com dirigentes para conhecer a estrutura, a logística e a realidade financeira da equipe.
Schülle participou das mudanças no elenco para a disputa da Série D. Segundo o técnico, outro ponto fundamental foi o comprometimento dos jogadores.
— Eu tenho que aplaudir todos eles. E aí se criou um ambiente de trabalho muito bom, então isso facilitou muito o trabalho.
A campanha
Na fase inicial do Brasileiro, a campanha do ASA foi de oscilação. Mas a equipe conseguiu reagir e garantir a classificação como terceiro lugar do Grupo A10, com 16 pontos.
Para Itamar, o crescimento da equipe naquele momento foi importante para a retomada da equipe.
— Aos poucos, a gente foi galgando, foi evoluindo, até a gente começar a classificar na Série D e começar o processo de mata-mata.
A vaga na Série C foi conquistada em uma disputa dramática contra o Goiatuba, com empate nos dois jogos e decisão nos pênaltis.
tamar revelou que a equipe treinava cobranças de penalidades de forma sistemática, com cada jogador batendo mais de 100 vezes durante a preparação. A classificação encerrou um jejum de nove anos do ASA fora da Terceira Divisão.
— Foi algo especial mesmo para a cidade e para o torcedor. E para nós que estávamos ali vivendo isso, também foi algo muito gratificante.
Agora, com contrato renovado, Itamar inicia o planejamento para 2027, quando o ASA terá pela frente o Campeonato Alagoano, as Copas Alagoas, do Nordeste e do Brasil e a Série C.



