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Pesquisa Quaest: campanha propositiva, investimentos e força em Brasília consolidam Lira; renovação impulsiona Marina; rejeição e “fadiga de material” derrubam Renan

 

A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta sexta-feira (25), confirma Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB) numericamente empatados em primeiro, com 20% cada, enquanto Renan Calheiros (MDB), com 17%, aparece fora das duas vagas em disputa. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número AL-09692/2026.

Davi Davino Filho (Republicanos), com 10%, e Dr. Wanderley (MDB), com 7%, são considerados peças fora do baralho e permanecem distantes das duas cadeiras. Na comparação com a rodada anterior da Quaest, Arthur manteve os 20%, Marina cresceu cinco pontos e Renan recuou de 18% para 17%.

O resultado não está isolado. Das 19 pesquisas estaduais divulgadas nos últimos dois meses, Arthur aparece numericamente em primeiro lugar em 13 — 11 sozinho e duas vezes empatado. Nenhum outro candidato apresenta a mesma regularidade. Lira vence, portanto, a imensa maioria dos levantamentos publicados em Alagoas.

A liderança é resultado de uma campanha propositiva, baseada em trabalho e entregas à população. Arthur apresentou os investimentos garantidos para os 102 municípios e mostrou por que é considerado o deputado que mais levou recursos para Alagoas nos últimos anos.

Saúde, habitação, pavimentação, abastecimento de água, agricultura, educação e infraestrutura formaram a base de uma campanha sustentada por resultados concretos. Arthur também mostrou seu trânsito livre, o prestígio e a força política conquistados em Brasília, especialmente durante sua passagem pela presidência da Câmara dos Deputados.

A força eleitoral de Lira não surgiu agora. Em 2022, ele foi o deputado federal mais votado de Alagoas, com 219.452 votos, mais que o dobro da votação do segundo colocado. O resultado já demonstrava sua capilaridade política e o reconhecimento do trabalho realizado em todo o estado.

Arthur consolidou a imagem de um político capaz de abrir portas, assegurar recursos e transformar influência nacional em benefícios para Alagoas. Essa combinação de entregas, experiência e capacidade de articulação explica sua liderança na maioria das pesquisas e sua força para terminar a eleição como o candidato mais votado para o Senado.

Marina avança impulsionada pela gestão bem avaliada de JHC em Maceió, pela popularidade do ex-prefeito e pelo discurso da renovação. Com Arthur, representa a possibilidade de uma nova composição da bancada alagoana no Senado.

Renan segue o caminho contrário. A rejeição e a “fadiga de material” — o desgaste acumulado depois de décadas nos mesmos espaços, repetindo discursos e sem representar novidade — derrubam sua candidatura.

A avaliação tímida do governo Paulo Dantas também não conseguiu empolgar o eleitorado nem transferir votos para Renan. Soma-se a isso o desgaste da Assembleia Legislativa e dos deputados estaduais que apoiam sua candidatura, além da crescente rejeição ao coronelismo e às velhas estruturas de poder.

Essa resistência possui raízes históricas. Em 1988, Renan perdeu a eleição para prefeito de Maceió para Guilherme Palmeira. Em 2022, Renan Filho também foi derrotado na capital por Davi Davino na disputa pelo Senado, recebendo 159.492 votos, contra 238.893 do adversário. Agora, a rejeição aos Calheiros em Maceió e na Região Metropolitana começa a alcançar também municípios do interior.

A Quaest e o conjunto das pesquisas apontam a mesma direção: Arthur Lira consolidado pelo trabalho, pelas entregas, pelos investimentos e pela força em Brasília; Marina avançando com a renovação; e Renan derrubado pela rejeição, pelo desgaste das estruturas que o apoiam e pela “fadiga de material” depois de 32 anos de Senado.

 

 

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