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Alagoano terá aumento em sua conta de água a partir de janeiro, população mais pobre é a mais prejudicada

Mais um aumento na conta de água do Alagoanos foi anunciado, a autorização da cobrança da nova composição tarifária já foi autorizada pela Agência de Regulação de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal) e publicada no Diário Oficial do Estado de Alagoas da terça-feira (08/11) e passa a valer a partir do dia 8 de dezembro. Já em janeiro, o consumidor terá de engolir um reajuste cerca de duas vezes maior que a inflação (6,47%, segundo dados do IBGE), já que o aumento de 0,77 por metro cúbico representa um reajuste de 14,3%.

A BRK aplicará o aumento em 10 municípios da região metropolitana de Maceió, sendo eles Barra de São Miguel, Coqueiro Seco, Maceió, Messias, Murici, Paripueira, Pilar, Rio Largo, Santa Luzia do Norte e Satuba, a faixa mínima de consumo cobrada pela BRK e Casal no estado é de 10 m³, ou seja, o consumidor terá um aumento de pelo menos R$ 7,70 em sua despesa mensal, caso a residência tenha ligação de esgoto o valor dobra e chega aos R$15,40.

A medida foi duramente criticada pelo prefeito de Maceió, JHC, que tem lutado contra os aumentos abusivos aplicados pela BRK Ambiental desde que a concessão do abastecimento e saneamento básico da região metropolitana foi vendida para empresa pelo Governo de Alagoas que sequer fez a distribuição dos R$2 bilhões resultantes da negociação entre os municípios para investimentos saúde, educação, habitação, programas sociais e etc. Para JHC o aumento aplicado a todas as categorias tarifárias e faixas de consumo, atinge principalmente os mais pobres, “Em um momento de crise, os maceioenses não podem pagar essa conta. A corda não pode arrebentar de novo no lado mais fraco”, disse.

Em julho do ano passado o governo anunciou um aumento de 8%, contrariando decisão judicial, na ocasião, o prefeito da capital alagoana acionou a justiça contra o aumento abusivo e Arsal seria penalizada com multa por cada fatura que tivesse esse aumento ilegal. Além do absurdo em privatizar o serviço no estado sem sequer consultar os municípios e ainda reter os montantes provenientes das negociações, prejudicado assim os respectivos municípios, o estado segue prejudicando também o consumidor ao compactuar com aumentos absurdos em troca de um serviço capenga, já que muitas casas estão sofrendo com a falta de água enquanto as contas chegam sem falta.

Vale lembrar que o consumidor que mais sofre com isso é justamente aquele que íntegra a classe mais pobre que agora terá de tirar literalmente “da boca” para ter água em suas torneiras, absurdo é pouco, abuso.

 

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