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Ausência de Marx Beltrão em votação da PEC dos Auxílios só confirma sua falta de compromisso com o povo

A visita de Bolsonaro a Alagoas para a entrega de casas populares construídas com recurso federal mobilizou muitos de seus apoiadores, no encontro, onde o presidente discursou para um publico apaixonado e ouviu discursos de políticos alagoanos, o deputado federal Marx Beltrão (PP) também esteve presente e na ocasião declarou seu apoio total a propostas que venham aumentar o valor pago do vale-gás e do Auxílio Brasil. Parece que a declaração não passou de mera demagogia já que justamente no dia da votação na câmara para aprovar o texto que aumentaria o valor do Auxílio Brasil o deputado não compareceu.

O calor do momento e a necessidade de palanque em ano de eleição renderam diversos discursos de Marx a favor da manutenção e expansão dos benefícios à população em vulnerabilidade social. A sessão onde ocorreria a votação da PEC dos Auxílios teve de ser adiada pelo presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP) por falta de quórum já que seria arriscado votar a proposta com 427 deputados presentes, Para que o texto seja aprovado em plenário é necessário o apoio de pelo menos 308 dos 513 deputados, em dois turnos.
Em diversas ocasiões o deputado tem afirmado categoricamente que pretende apoiar estas medidas em Brasília, mas sua ausência denota que suas palavras não passam de alegorias no intuito de pegar carona na popularidade de benefícios que têm ajudado a população carente mais afetada pelos efeitos da pandemia. Atualmente o valor pago pelo Auxílio Brasil é de R$400,00, a PEC prevê um reajuste para R$ 600, aumento do vale-gás de R$ 53 para R$ 120, a cada dois meses além da criação de auxílio de R$ 1.000 para caminhoneiros e lançamento de um auxílio para taxistas, com custo de R$ 2 bilhões, estas medidas valerão até o fim de 2022.

O texto da PEC também traz outros benefícios como recursos para gratuidade de idosos no transporte público e subsídios para o etanol que também valem até o fim deste ano. Serão disponibilizados ainda R$ 500 milhões para o programa Alimenta Brasil. O custo de todas as ações é de R$ 41,25 bilhões. A equipe técnica montada pelo Palácio do Planalto já estava preparando a parte burocrática dos pagamentos para liberar o Auxílio Brasil maior já esta semana, mas o adiamento da votação mudou todos os planos complicando ainda a possibilidade de antecipar a primeira parcela do auxílio, estabelecida em cinco parcelas de R$ 200, ainda para este mês de julho.

A votação foi remarcada para terça-feira (12) a partir das 13h55, agora é aguardar para assistir se Marx Beltrão apoia de fato a ideia ou vai correr da responsabilidade novamente. Qual sua aposta?

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