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Mesmo com o segundo maior orçamento das emendas de relator, Marx Beltrão não destinou nenhum recurso para seu reduto político

Ano eleitoral é repleto de malabarismo burocrático com dinheiro publico, na maioria dos casos, com o objetivo de custear gordas campanhas políticas a fim de garantir uma reeleição e conservar cargos públicos pelo resto da vida, se possível. Assim marcha a política neste país, deste modo constroem-se oligarquias modernas que se apoderam de pedaços de terra onde constroem seus currais e encorpam seu poder e domínio, garantindo eleitores, engordam seus bolsos, os de seus parentes e agregados, sorte de quem nasceu em seus berços.

A reflexão é clichê, mas atual, pois bem, o deputado federal Marx Beltrão (PP) já atua como deputado federal há uma década e, sendo o quinto parlamentar no ranking dos piores e melhores deputados federais de Alagoas, foi um dos cinco deputados entre os nove do estado que prestou contas com relação às emendas do relator, mecanismo que ficou conhecido como orçamento secreto. Muitos sabem que toda sua família é do litoral sul de Alagoas, mais especificamente do município de Coruripe, e o sobrenome Beltrão é praticamente o sobrenome da cidade, já que dominam por lá, portanto, um fato curioso chama atenção, mesmo com um discurso de amor e atenção ao litoral sul, o levantamento das emendas de Beltrão nos últimos anos não direciona nenhum recurso para essa região, no mínimo curioso.

Os recursos solicitados e conquistados pelo parlamentar, principalmente os direcionados às ações voltadas para a saúde, são direcionados para o Estado de Alagoas que, por sua vez, pode investir onde julgar mais importante, analisando o levantamento das emendas de sua autoria, Marx direciona recursos para Santana do Ipanema, Pilar, Mar Vermelho e Mata Grande, como fica Coruripe, sua cidade natal? O município tem recebido recursos diretos do estado e governo federal.

Beltrão teve o segundo maior orçamento das emendas de relator, um total de R$54,5 milhões destinados a 18 municípios alagoanos, sendo 18% dos recursos destinados à Limoeiro de Anadia, beneficiada com R$10,3 milhões, basta analisar o documento disponibilizado pelo STF para constatar que o deputado não destinou nenhum recurso para cidades localizadas em seu reduto político, sua justificativa foi que, com exceção da prefeitura de Piaçabuçu, não possui relação com as prefeituras e não recebeu projetos dos gestores.

Veja o documento:

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