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“Precisamos coibir a violência política de gênero e garantir a paridade”, afirma Mírian Monte, presidente do União Mulher em AL

 

Mírian Monte, presidente do União Brasil Mulher em Alagoas, afirmou que, além de estimular o acesso e a participação feminina na política, é necessário viabilizar a permanência das mulheres nesses espaços e coibir a violência política de gênero. A presidente do UB Mulher foi uma das participantes do encontro ocorrido na quinta-feira (28), quando centenas de mulheres conversaram sobre o tema com os pré-candidatos ao governo de Alagoas, senador Rodrigo Cunha (União) e deputada Jó Pereira (PSDB).

“Estimular a participação feminina na política é um tema do qual ninguém tem mais como fugir. As políticas afirmativas para mulheres já existem nesse sentido e, ainda bem que existem, porque com elas já é muito difícil para uma mulher entrar e permanecer nesses espaços de decisões, mas não adianta só fazer parte e não ter efetivamente espaço de mobilização e de voz”, destacou Mírian, que é ex-secretária de Cultura de Maceió e também pré-candidata a deputada federal.

Como presidente do União Mulher, ela frisou que está de portas abertas para o diálogo e pronta para trazer mais mulheres para a política, criando um movimento de engajamento para efetiva participação e efetividade das políticas públicas afirmativas que já existem no sentido de trazer a mulher para o cenário político.

“Precisamos dessa efetividade e eu estarei pronta para construir esse diálogo, para ter ideias e para iniciar esse movimento, porque não adianta só existirem as políticas afirmativas e elas estarem ali só como cortina de fumaça, faz de conta. Elas precisam ser efetivas. Além do acesso, as mulheres precisam ter sua permanência na política, nas esferas partidárias, viabilizada”, reforçou Mírian, chamando a atenção para o fato de que viabilizar essa permanência é também lidar com temas muito complexos, a exemplo da violência política de gênero.

“Essa violência se manifesta da mesma forma que a violência doméstica. Ela se manifesta de maneira psicológica, de forma material e pode, inclusive, chegar ao ápice com a violência física e moral. Precisamos coibir essas ações e trazer a mulher para a política. Precisamos ter mais mulheres na política e eu, como mulher, também preciso de mais mulheres na política”, prosseguiu a pré-candidata.

Mírian frisou ainda que as mulheres são essencialmente políticas, pois “estão sempre gerando movimento, gerando vida, gerando tudo, ou seja, em movimentos políticos, mas estão afastadas do processo da política efetivamente partidária, que é de onde surgem as decisões, de onde partem as políticas públicas: “Precisamos começar a despertar esse interesse das mulheres virem e das mulheres também quebrarem barreiras – e a principal delas é a barreira de se sentir usurpando um espaço, como se não fosse merecido – e começarem a fazer parte da política partidária, a participar com paridade de armas”.

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