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Conheça Rony Camelinho, um dos nomes do PSB que concorre à Câmara Federal nas eleições proporcionais deste ano

Foto: reprodução/ Instagram

Na reta final para o pleito o Partido Socialista Brasileiro traz dez nomes fortes para concorrer as nove cadeiras da Câmara de Deputados em Brasília e representar os interesses de Alagoas. Nessa série de entrevistas iremos apresentar cada candidato, suas principais propostas, os desdobramentos e percepções de suas respectivas campanhas até então.

 

Em Alagoas, o PSB é conhecido como o partido de um dos prefeitos melhor avaliados do país, JHC, que também preside o diretório estadual, e como não poderia ser diferente, a credibilidade de seu presidente atraiu nomes de peso para as candidaturas. São dez nomes, entre eles Dr. JHC, Siderlane, Dr. Cleber Costa, Ronny Camelinho, Júnior Lisboa, Rodrigo Luz, Major Diego, Amanda Mendonça, Nicole Calheiros e Marcella Soares.

 

Com a palavra, Rony Camelinho

 

Ronivaldo Lourenço da Silva de 54 anos, tem se destacado nas ruas com o codinome de Rony Camelinho, o apelido é originário de sua escoliose, e o candidato abraçou o codinome. Fazendo uma campanha irreverente onde percorre o estado acompanhado de um dromedário e odaliscas, se veste de sheik como um meio de protesto pelos deputados que surgem de quatro em quatro anos para pedir votos e, quando eleitos, somem para viver uma vida luxuosa com o dinheiro público.

Foto: reprodução/ Instagram

Assim, de uma maneira descontraída, tem conquistado os olhares do eleitor que o recebe de braços abertos para ouvir suas propostas e conversar com o candidato sobre as necessidades do pov. Camelinho nasceu em Ibateguara e foi acometido pela paralisia infantil aos quatro anos, por conta de um lote de vacinas vencido que chegou na cidade, sua deficiência física se tornou combustível para que ele seguisse em frente lutando por um bem maior, a conquista de melhorias para os portadores de deficiência no estado de Alagoas, assim levanta a bandeira tanto na questão da acessibilidade, como na inserção dessas pessoas no mercado de trabalho e o combate ao preconceito contra as pessoas com deficiência.

 

“Eu quero dar mobilidade, vou criar um mecanismo para a inclusão do deficiente, porque tem muito deficiente inteligentíssimo que sabe mexer em computador, desmontar celular, que é designer gráfico, mas que fica em casa porque o LOAS e a aposentadoria retêm ele. Então pretendo ampliar o micro empreendedorismo para o deficiente, inseri-lo no mercado de trabalho, mostrar que ele é capaz. Na área dos deficientes nós vamos dar todas as condições. Vou tentar fazer o máximo para ajudar essas pessoas excluídas pela sociedade. ” conta.

 

Sua campanha tem repercutido nas redes sociais, em uma página de humor local, o vídeo da ação que Camelinho realizou na rua fechada conversando com o povo em uma tenda caracterizado como sheik e acompanhado de odaliscas rendeu mais de 300 mil visualizações e mais de 20 mil likes na postagem, o candidato não esperava tamanho sucesso de sua campanha. Sua história de vida e superação de sua deficiência servem de inspiração para sua candidatura e Rony Camelinho pretende trabalhar para erradicar o preconceito e inserir o deficiente físico no mercado de trabalho.

 

“Me surpreendeu, eu não esperava essa aceitação. Eu como deficiente tinha que criar alguma coisa para chamar para a verdade, já que 60% da população está desligando a televisão no horário político. Se você ver o programa eleitoral é sempre o mesmo discurso e Alagoas continua do mesmo jeito. É um ciclo vicioso de um século, para mudar em apenas quatro anos é muito difícil. ”

 

Camelinho ainda pede a atenção dos alagoanos para mudarem a cabeça e buscar eleger novos nomes para a política, que tenham compromisso social e busquem trabalhar de fato para o povo.

 

Peço ao povo alagoano que dê uma chance ao Rony Camelinho que eles não vão se decepcionar, vou fazer a mesma coisa que o saudoso Gerônimo da ADEFAL fez, acreditar nele, acreditar no povo de Alagoas e ir à luta, e trazer o que é de melhor para o povo de Alagoas que está precisando de bons políticos que pegue o dinheiro público e gaste com o povo, transforme ele no social, na saúde, na educação, no bem-estar das pessoas. A minha preocupação é essa, por isso que não vou à televisão para prometer coisas faraônicas, prefiro fazer pela sociedade quando chegar lá no congresso nacional.

 

 

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