Investigação é do período em que Paulo Dantas era diretor da Assembleia Legislativa, então comandada por seu pai, Luiz Dantas

O governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB) é um dos principais personagens de um processo que investiga a nomeação de funcionários “fantasmas” pela Assembleia Legislativa do Estado. A investigação é de inquérito da Superintendência da Polícia Federal em Alagoas.
Aberto em 2017, sob o número 137, o inquérito pode ganhar adendos documentais nos próximos dias e levar mais dores de cabeça a Paulo Dantas na reta final da campanha eleitoral, de acordo com fontes ouvidas pela Coluna.
Ele é apontado como um dos responsáveis por apadrinhar conhecidos na estrutura da Assembleia Legislativa. Na ocasião dos fatos, Paulo Dantas ocupava a diretoria-geral da Casa, que, coincidência ou não, tinha como presidente seu pai, o deputado Luiz Dantas.
Um trecho do processo – que está em segredo de Justiça e ao qual a Coluna teve acesso (reprodução) – cita Paulo Dantas e detalha o caso de Flávia Amorim Costa Tenório, que apareceu na lista de funcionários da Assembleia Legislativa, como secretaria parlamentar, entre julho de 2016 e setembro de 2017.
Flávia, no entanto, deu importante pista para a investigação ao dizer que seu marido, Rodrigo de Barros, havia sido motorista de Paulo Dantas. Procurada , a assessoria do governador ainda não respondeu a reportagem.
Fonte: Estadão




