Maceió []
Min: Max:
Pesquisar

Jornal valor econômico destaca violência e pistolagem na política alagoana

A edição do Valor desta terça-feira (20) dedidou uma página inteira às eleições alagoanas. A matéria principal destaca os casos de violência e pistolagem que marcam a trajetória pessoal e familiar dos principais candidatos. “Passado de violência política marca disputa em Alagoas”, é o título da reportagem, que foca no conflito entre as famílias Dantas e Boiadeiro, travada na cidade de Batalha, no sertão.

A reportagem traz à tona, entre outros crimes de mando e vinganças armadas na cidade sertaneja, o caso do vereador Adelmo Rodrigues de Melo, o Neguinho Boiadeiro, executado a tiros em 9 novembro de 2017, quando saía da Câmara Municipal de Batalha. O caso chocou Alagoas e até o momento não houve julgamento de nenhum dos envolvidos.

“Parte da família Boiadeiro, contudo, lança suspeitas sobre Paulo Dantas e a esposa dele, Marina Dantas, atual prefeita de Batalha, de envolvimento no crime. Uma das filhas de Neguinho, Maria de Melo, a ‘Maria Boiadeiro’, pediu a federalização por duas vezes – ano passado, com apoio da Procuradoria de Justiça do Estado, e há três semanas, através de uma advogada”. A defesa de Bahia Boiadeiro lembra que o inquérito, realizado pela Polícia Civil de Alagoas, não elenca os possíveis mandantes do crime. A Procuradoria Geral da República (PGR) informou ao Valor que o processo de federalização está sob sigilo.

A reportagem menciona o assassinato dos pais de Rodrigo Cunha, ocorrido em 1998, por motivação política. A mãe de Rodrigo, Ceci Cunha, era deputada federal eleita e o mandante do crime foi o primeiro suplente dela, Talvane Albuquerque. Ele foi condenado pelos homicídios, após um processo que se arrastou na Justiça por 13 anos. O Valor também ressalta que o senador Arnon de Mello, pai de Fernando Collor, matou um colega de parlamento dentro do plenário, em 1963. “Outro episódio rumoroso envolvendo uma pessoa próxima a ele foi o assassinato do seu ex-tesoureiro de campanha, Paulo Cesar Farias, em 1996, dias antes de prestar depoimentos sobre desvios na gestão Collor quando era Presidente da República”. Collor presidiu o país entre 1990 e 1992, com um mandato marcado pelo confisco das poupanças e denúncias de corrupção e caixa dois.

VEJA TAMBÉM