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Alagoas finalmente varre Fernando Collor de Mello da politica. Será?

Fernando Collor amargou o terceiro lugar na corrida pelo executivo estadual em Alagoas/ Foto: reprodução

Depois de tantos louros eis que o alagoano esfrega na cara de Fernando Collor de Melo as ervas daninhas que colheu por ele. Sua soberba aliada a sua lucidez em constatar que seus dias no legislativo estavam ameaçados o fez decidir por disputar um executivo estadual, contando apenas com dois elementos, seu aglomerado de eleitores que estão mais para fãs e alguns resquício de popularidade que esparge do atual presidente da República.

Errou feio, não contava com a astúcia do alagoano que cansou de abrir mão da dignidade e, pleito após pleito, deu chances para Collor deitar e rolar no erário e no colo do alagoano. Seu tino para alianças parece também ter sido prejudicado, pegou carona e buscou apoio no candidato à presidência menos favorito do alagoano, diria o mais rejeitado pelo nordestino no geral, Elle que já carregava a mácula do impeachment, agregou à ela a impopularidade, o extremismo e o patriotismo puído que foi engolido pouco antes dos primeiros sinais da pandemia, se bem que, analisando por baixo, nem a neutralidade o salvaria.

O alagoano deu a resposta, o terceiro lugar, os 15%, ainda parece muito diante de toda torre que foi a trajetória de Collor desde o início de sua vida pública, o playboy que chegou ao mais alto cargo do país e conseguiu ruir planos, sonhos e vidas, firmou raízes no solo da nossa estrela radiosa, mas não há frutos que germinem em um pomar empesteado, sujo, mal cuidado, sua fama em desonrar compromissos supera seu carisma oriundo da boa aparência e vocabulário rebuscado, uma pantomima.

Fomos vencidos pelo cansaço ou o cansaço nos salvou, desistimos de dar chances para que isso frutificasse, 20 anos após o impedimento, Elle foi novamente impedido de prolongar seu reinado, só resta o amargor de seus poucos frutos podres, que insistiram em brotar, amargor este que Collor não sentia há décadas, e se resta alguma humildade retida no fundo de seu âmago, resgate-a, talvez ela sirva como digestivo ao deglutir tais frutos. Pois é, finalmente o amargor da derrota superou o azedume de sua carreira política. Podem despedir-se, alagoanos, pelo menos por enquanto.

Tchau, querido.

 

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