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Renan Filho e Rafael Brito são condenados a indenizar JHC por ataque com carro de som na madrugada

Justiça alagoana reconhece abuso e manda aliados de Renan pagar R$ 100 mil por ofensas ao prefeito de Maceió e à sua esposa

Na disputa política alagoana, não faltam gritos, mas dessa vez a gritaria saiu cara. O ministro Renan Filho e o deputado Rafael Brito foram condenados a desembolsar R$ 100 mil por danos morais ao prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC, e à sua esposa, Marina Candia. O motivo, um verdadeiro show de horrores com trio elétrico e ofensas em alto-falante, realizado na calada da madrugada, em plena orla da capital, após o segundo turno das eleições de 2022.
O episódio que originou a sentença mais parece cena de filme trash do que ação política. Às 2h51 da manhã, segundo o relato da própria Marina nas redes sociais, centenas de apoiadores de Renan, Brito e do então governador Paulo Dantas estacionaram um trio em frente ao prédio da família de JHC e passaram a xingar, zombar e ameaçar o prefeito, sua mulher e a filha de apenas um ano. Um espetáculo que, segundo a Justiça, extrapolou todos os limites do razoável, até para os padrões folclóricos da política alagoana.
A decisão da 7ª Vara Cível da Capital não economizou nas palavras. O juiz Jamil Amil Albuquerque classificou as ofensas como “injuriosas e difamatórias” e destacou os efeitos psicológicos causados à família. Ainda que figuras públicas estejam sujeitas a críticas, afirmou o magistrado, não há justificativa para transformar o espaço familiar em alvo de ataques de cunho pessoal e vexatório.
O recado da Justiça foi claro, quem quer fazer barulho político que vá para o palanque, e não para a porta da casa alheia de madrugada. A indenização de R$ 50 mil por cabeça, mais correção monetária e juros, deve servir como lembrete de que o jogo político tem regras. E que, por mais que se grite, quem ultrapassa o limite pode acabar pagando, com juros, pela ousadia.