A disputa pelas duas vagas de Alagoas no Senado Federal promete ser uma das mais competitivas das eleições de 2026. É o que revela a mais recente pesquisa do Instituto Falpe, divulgada nesta segunda-feira (4), mostrando um cenário de equilíbrio inédito entre os principais nomes da política alagoana. O levantamento, realizado entre os dias 24 de outubro e 2 de novembro, aponta cinco candidatos tecnicamente empatados dentro da margem de erro, configurando uma verdadeira corrida voto a voto.
De acordo com os números, Davi Davino Filho aparece na frente com 26,5% das intenções de voto, seguido de perto pelo senador Renan Calheiros (25%), o deputado federal Alfredo Gaspar (24%), o presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (22,75%) e a primeira-dama de Maceió, Marina Cândia (22%). A pesquisa também registra o deputado federal Paulão com 8,5% e Ítalo Bonja com 3,5%. Ainda segundo o levantamento, 8% dos entrevistados afirmaram que não votariam em nenhum dos nomes apresentados, enquanto 24% preferiram não opinar.
Para o diretor do Falpe, Francisco Nunes, os números refletem um momento inicial da disputa, marcado pela exposição pública e pelo recall político dos principais pré-candidatos. “Quando Renan Calheiros e Arthur Lira começarem a mobilizar suas bases e os prefeitos entrarem em campo, a tendência é que o cenário mude significativamente. A configuração real da eleição só ficará clara a partir de julho do próximo ano”, avaliou.
Nunes também destacou a boa colocação de Marina Cândia, que estreia na cena eleitoral com desempenho expressivo. “Foi surpreendente a aceitação do nome dela, inclusive em municípios do interior, onde tradicionalmente novos nomes têm maior dificuldade de penetração”, ressaltou o analista.
O levantamento ouviu 2.888 eleitores em 37 municípios das diversas regiões do estado. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. Diante desse quadro, a disputa pelo Senado em Alagoas se desenha como uma das mais imprevisíveis do país, reunindo velhos caciques e novas lideranças que prometem agitar o tabuleiro político em 2026.




