A disputa pelo Senado em Alagoas ganhou novos contornos nesta terça-feira (26) com a divulgação do mais recente levantamento da Alfa Inteligência, que aponta a primeira-dama de Maceió, Marina Candia, como líder no Cenário 2 da pesquisa estimulada. Com 32% das intenções de voto, Marina aparece numericamente à frente do ex-procurador-geral de Justiça Alfredo Gaspar (União Brasil), que marca 31%, e do senador Renan Calheiros (MDB), que registra 30%. As diferenças, no entanto, permanecem dentro da margem de erro, de 2,9 pontos percentuais para mais ou para menos, indicando um quadro de acirrada competitividade entre os três primeiros colocados.
O levantamento ouviu 1.100 eleitores em diferentes regiões do estado. Na pergunta estimulada — em que o entrevistado podia escolher dois nomes entre os apresentados — Marina Candia se destaca como o nome mais lembrado, reforçando o capital político acumulado na última década pelo grupo liderado por seu marido, o prefeito João Henrique Caldas (JHC). O salto de visibilidade da primeira-dama também reflete sua atuação em programas sociais e presença constante em agendas públicas, fatores que podem estar contribuindo para sua consolidação como figura política.
Ainda no Cenário 2, Davi Davino (Republicanos) aparece com 23% das intenções de voto, enquanto o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), soma 17%. Entre os entrevistados, 20% afirmaram que não votariam em nenhum dos nomes apresentados, e outros 19% declararam não saber ou preferiram não responder. Esse contingente expressivo de indecisos e rejeição difusa reforça que a disputa segue aberta e sujeita a movimentos bruscos ao longo do próximo ano.
A Alfa Inteligência também divulgou o Cenário 3, no qual o nome de Marina Candia é retirado da simulação. Nesse quadro alternativo, Alfredo Gaspar assume a liderança com cerca de 40%, seguido de perto por Renan Calheiros, que aparece com aproximadamente 39%. Davi Davino mantém desempenho relevante, com cerca de 30%, enquanto Arthur Lira registra algo em torno de 27%. Os índices de indecisos e eleitores que rejeitam todos os nomes seguem altos: 23% e 18%, respectivamente.
Os resultados reforçam dois elementos centrais: o equilíbrio entre os principais nomes na disputa e a influência do chamado “voto volátil”, especialmente em cenários onde Marina Candia não concorre. Com um ano eleitoral que promete intensificar alianças, ampliar disputas internas e mobilizar bases políticas, o caminho até outubro de 2026 deve ser marcado por forte competitividade e redefinição de estratégias entre os principais atores do tabuleiro alagoano.




