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MDB pressiona por protagonismo e quer discutir vice com Lula em março

Lideranças do Movimento Democrático Brasileiro aguardam um aceno do Palácio do Planalto para abrir, em março, uma rodada decisiva de conversas sobre o espaço do partido na disputa presidencial. A tendência majoritária é manter a aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas uma ala emedebista quer ir além do apoio protocolar: defende que o nome do ministro dos Transportes, Renan Filho, seja apresentado para compor a vice na chapa do petista.

Publicamente, Renan Filho descarta a possibilidade. Nos bastidores, porém, dirigentes avaliam que a simples colocação do nome à mesa pode funcionar como instrumento de pressão para ampliar espaços no eventual segundo mandato — seja na Esplanada, seja na articulação política.

O cálculo envolve também o tabuleiro regional. Diretórios estaduais do MDB permanecem livres para fechar alianças próprias, inclusive em estados onde o PT terá palanque competitivo. Em Alagoas, berço político dos Calheiros, a movimentação é acompanhada de perto por aliados do senador Renan Calheiros, que enxergam na negociação nacional reflexos diretos sobre o arranjo local.

No entorno de Lula, o argumento é pragmático: indicar um vice do Nordeste teria baixo ganho eleitoral, já que o presidente mantém sólida base na região. A preferência, dizem interlocutores, seria por um nome capaz de ampliar pontes no Sudeste ou no Centro-Oeste.

A última conversa formal ocorreu em 18 de dezembro, quando Renan Calheiros e o senador Eduardo Braga estiveram com Lula por mais de três horas. Não houve formalização de convite, mas ficou pactuado retomar o diálogo até março — mês que, para o MDB, pode redefinir o tamanho de sua fatia no projeto de reeleição.

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