Apesar da intensa movimentação nos bastidores, o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), ainda não confirmou oficialmente qualquer decisão sobre uma eventual renúncia ao mandato para disputar as eleições de outubro deste ano. A informação, divulgada nesta segunda-feira (9), de que ele deixaria o cargo em abril para concorrer ao Senado, segue sem chancela pública e é tratada com cautela até mesmo dentro da própria gestão municipal.
Secretários e auxiliares próximos afirmam não ter recebido qualquer comunicação formal do prefeito sobre o tema. Nos bastidores, cresce a avaliação de que a suposta confirmação a interlocutores políticos pode não ter ocorrido. Enquanto isso, JHC mantém silêncio estratégico sobre seu futuro, o que contribui para um cenário de indefinição e desalinhamento no tabuleiro eleitoral de Alagoas.
Caso a candidatura ao Senado se confirme — possibilidade que o prefeito nunca negou e à qual demonstraria simpatia — o movimento teria impacto direto na disputa majoritária, reduzindo drasticamente as chances de Arthur Lira entrar na corrida pela mesma vaga.
A informação sobre a renúncia ganhou força após publicação do site Metrópoles, provocando repercussão imediata nas redes sociais e no meio político. Procurada, a Secretaria Municipal de Comunicação não confirmou a veracidade. “Ele não confirmou até agora”, limitou-se a dizer a secretária Eliane Aquino.
Segundo a publicação, JHC não abriria mão de uma vaga ao Senado, seja para si, seja para a esposa, Marina. O texto relembra ainda uma reunião, no ano passado, na Barra de São Miguel, com o ex-ministro José Dirceu, na qual o prefeito teria sinalizado apoio a um acordo nacional e à candidatura de Renan Filho ao governo estadual. Na ocasião, JHC teria mencionado a possibilidade de deixar a prefeitura dentro do prazo legal, mas nunca tratou do assunto publicamente.
Mesmo filiado ao PL, o prefeito é apontado como articulador de uma possível aliança com a família Calheiros, que incluiria a reeleição de Renan Calheiros ao Senado e Renan Filho ao governo. Para viabilizar o acordo, JHC teria de mudar de partido — o PSB surge como destino provável, sigla à qual já foi filiado.
Reeleito em 2024 com 379.544 votos, o equivalente a 83,25% dos votos válidos, JHC segue apostando no silêncio como ferramenta política, enquanto o cenário eleitoral permanece em aberto.




