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Alerta na saúde pública de Alagoas: médicos denunciam três meses de atraso salarial e falta de insumos

A situação da rede estadual de saúde de Alagoas entrou em estado de alerta. Médicos que atuam em unidades hospitalares do estado denunciam atrasos salariais que já ultrapassam três meses, além da falta de medicamentos, equipamentos e especialistas, cenário que estaria comprometendo diretamente o atendimento à população.

Relatos enviados ao portal apontam que os pagamentos referentes aos plantões vêm sendo realizados de forma parcial e irregular. Profissionais afirmam que os valores estão sendo quitados de maneira fragmentada, sem previsão clara de regularização.

“O pagamento deste mês foi 50% de novembro e 40% de dezembro. Disseram que só receberam 70% do orçamento previsto e que o restante será pago depois”, relatou um dos médicos em um grupo criado para reunir denúncias e compartilhar informações sobre a situação da rede.

De acordo com os profissionais, o problema financeiro já começa a refletir no funcionamento dos hospitais. Entre as principais queixas estão a escassez de medicamentos, a ausência de especialistas em determinadas áreas e a falta de equipamentos médicos e cirúrgicos considerados básicos para o atendimento.

Nos bastidores, médicos relatam dificuldades crescentes para manter escalas completas e garantir assistência adequada aos pacientes, sobretudo em unidades que atendem alta demanda do Sistema Único de Saúde (SUS).

Além das denúncias sobre os atrasos, os profissionais também cobram esclarecimentos do Governo de Alagoas e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) sobre a situação financeira da pasta.

No grupo criado para concentrar as denúncias, uma pergunta tem sido recorrente entre os médicos:

“Estamos em março discutindo pagamentos de dezembro. Onde estão os mais de R$ 100 milhões que teriam sido desviados da saúde de Alagoas?”

Até o momento, o governo estadual ainda não se pronunciou oficialmente sobre as denúncias relatadas pelos profissionais.

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