Nos bastidores da política alagoana, começa a se desenhar um possível caminho alternativo para a candidatura de Marina JHC ao Senado — caso o projeto encontre resistência dentro do PL.
Além do PSB, outra legenda já sinaliza disposição para abrigar a primeira-dama de Maceió: o Podemos, partido comandado em Alagoas pelo senador Rodrigo Cunha. Interlocutores da sigla afirmam que as portas estão abertas para Marina, caso ela precise buscar outro abrigo partidário para viabilizar sua candidatura.
O movimento não acontece por acaso. Ele está diretamente ligado ao chamado “efeito Arthur Lira” no tabuleiro político local.
Como já antecipado nos bastidores, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), trabalha para deixar o Progressistas e se filiar ao PL. A eventual migração tem potencial para reorganizar forças dentro do partido no estado e influenciar diretamente a definição das candidaturas majoritárias — entre elas, a disputa pelo Senado.
Nesse cenário, cresce a avaliação de que a chegada de Lira ao PL poderia alterar o equilíbrio interno da legenda, abrindo espaço para disputas e possíveis vetos políticos.
É justamente nesse ponto que surge o plano alternativo: garantir um caminho partidário seguro para Marina JHC, caso o ambiente dentro do PL se torne menos favorável à sua candidatura.
Nos bastidores, dirigentes partidários admitem que o Podemos enxerga na possível filiação de Marina uma oportunidade de fortalecer o partido na disputa majoritária em Alagoas.
Publicamente, no entanto, o tom ainda é de cautela.
Arthur Lira nega qualquer articulação para deixar o PP neste momento. Mesmo assim, no ambiente político local, poucos duvidam de que a movimentação esteja em curso — ainda que longe dos holofotes.




