A Câmara Municipal de Maceió viveu, nesta terça-feira, um daqueles dias em que o plenário funciona — e funciona de verdade. Sem drama, sem plateia indignada nas galerias, sem discurso de fogo. Apenas vereadores votando, em bloco e em ritmo de esforço concentrado, um conjunto de iniciativas oriundas do Executivo que afetam diretamente a vida do servidor público municipal e o bolso do contribuinte endividado com o fisco.
Há quem veja nisso a política no seu estado mais prosaico, quase burocrático. Há quem prefira os holofotes das crises. Mas quem acompanha os bastidores sabe que sessões assim — disciplinadas, produtivas, longe do espetáculo — costumam revelar mais sobre a saúde de uma base governista do que qualquer declaração de apoio proferida em palanque. A harmonia entre Executivo e Legislativo, quando se traduz em pauta aprovada sem turbulência, não é acaso. É gestão.
O pacote incluiu projetos em benefício dos servidores públicos do município, deliberação sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias — a bússola do orçamento do ano seguinte — e, talvez a medida de maior alcance popular, o Prefis: o programa que abre a porta para que contribuintes maceioenses regularizem débitos tributários e não tributários com a prefeitura. Para quem estava com o nome enredado nas teias da dívida ativa, a aprovação chega como uma saída de emergência sinalizando: a rota está aberta.
Tudo votado em duas discussões, como manda o rito. Sem sobressaltos.




