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Governador minimiza gesto político e nega viés eleitoral em aproximação entre JHC e Lula

O governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), saiu a público nesta segunda-feira (26) para conter a leitura eleitoral do gesto que aproximou o prefeito de Maceió, JHC (PL), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Dantas, o chamado “pacto” anunciado pelo prefeito com o Palácio do Planalto deve ser interpretado como uma iniciativa institucional, e não como um movimento antecipado para a disputa de 2026.

A declaração ocorreu após a repercussão do anúncio feito por JHC na última sexta-feira (23), durante evento oficial com a presença do presidente da República. Nos bastidores do PL alagoano, o gesto foi recebido com desconfiança, alimentando ruídos internos e especulações sobre possíveis rearranjos políticos no estado.

Dantas adotou um tom cauteloso e pediu serenidade. “É hora de trabalhar e entregar resultados. O prefeito precisa cumprir os compromissos assumidos com a população em 2024, assim como eu e o presidente Lula temos responsabilidades firmadas em 2022”, afirmou. O governador defendeu “maturidade, bom senso e equilíbrio” no debate público, lembrando que ainda faltam oito meses para as convenções partidárias que oficializarão as candidaturas do próximo ciclo eleitoral.

O pano de fundo da aproximação foi a entrega de mais de 1.300 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, em cerimônia que reuniu Lula, Dantas e o ministro dos Transportes, Renan Filho. O encontro, embora institucional, reacendeu conjecturas sobre uma eventual aliança entre JHC e Renan Filho para 2026 — hipótese que poderia pavimentar o retorno do ministro ao comando do Executivo estadual.

Aliados do prefeito, contudo, tratam de esfriar as interpretações. Garantem que a pré-candidatura de JHC ao governo de Alagoas segue mantida e que o diálogo com o governo federal se limita à captação de investimentos e à execução de políticas públicas. Entre discursos públicos e sinais emitidos nos bastidores, o episódio revela como gestos administrativos, em ano pré-eleitoral, tendem a ser lidos à luz de cálculos políticos ainda em ebulição.

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