Maceió []
Min: Max:
Pesquisar

As Pesquisas que Ninguém Vê — e o que Elas Dizem

As pesquisas eleitorais não desapareceram. Migraram. Saíram das páginas dos portais e foram parar nas mesas dos estrategistas. Cada grupo político relevante em Alagoas mantém seu próprio instituto ou empresa de confiança, produzindo levantamentos de consumo interno que jamais chegam ao público — e são exatamente esses números que orientam as decisões dos bastidores.

O que sobrou para registro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cumpre função diferente: moldar percepções, não medir realidade. A maioria das pesquisas oficializadas passou a ter como objetivo principal influenciar o imaginário do eleitorado, e não informá-lo.

A interrupção temporária das sondagens públicas não foi coincidência. Veio do acúmulo de denúncias e, sobretudo, do volume expressivo de deferimentos a essas denúncias pela Justiça Eleitoral — sinal de que velhos macetes da política alagoana estão, desta vez, sob escrutínio real.

É nesse contexto que uma fonte qualificada — diretor de um grande instituto de pesquisa, que pediu apenas a preservação do nome — revelou a este jornalista o que seus números internos apontam para o grupo que assessora em Alagoas.

A informação foi passada sem pedido de sigilo sobre o conteúdo:

Renan Calheiros não se reelege ao Senado. E Renan Filho, segundo a mesma leitura, não demonstra qualquer disposição real de abandonar Brasília para disputar o governo do estado.

São duas bombas silenciosas. Por ora, como diz o matuto: aguardemos as cartas.

VEJA TAMBÉM