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Desafio em árbitro de vídeo é usado pela 1ª vez na história em torneios da CBFS

O desafio de vídeo com o árbitro de vídeo foi usado pela primeira vez na história do futsal brasileiro. A tecnologia conta com o Vídeo Suporte (VS) da Confederação Brasileira de Futsal (CBFS) na noite desta terça-feira. O uso inédito da tecnologia ocorreu na partida entre Traipu e Atlético-PI, válida pela primeira rodada da fase de grupos da Supercopa do Brasil de Futsal 2026. A tecnologia está sendo utilizada pela primeira vez em competições organizadas pela CBFS. Entretanto, o uso do Desafio em vídeo é utilizado em outras competições como Liga Nacional de Futsal (LFN) e Copa TV Grande Rio.

O jogo foi paralisado aos 10 minutos do primeiro tempo, quando jogadores e comissão técnica do Traipu pediram a marcação de um pênalti após toque de mão de Jé, do Atlético-PI, em uma jogada pelo lado esquerdo da quadra. Em seguida, o árbitro principal, Ricardo Amaral Messa, consultou o Vídeo Suporte e, após a análise, mandou seguir o lance — o pedido de pênalti foi negado, mantendo a decisão favorável ao Alvinegro.

O que é o Vídeo Suporte (VS)?

O Vídeo Suporte (VS) é um recurso introduzido na Copa do Mundo de Futsal da FIFA 2021, realizada na Lituânia, e que passou a ser utilizado nesta temporada no futsal brasileiro. O sistema conta com um operador de replay e um monitor posicionado ao lado da quadra, onde as jogadas são revisadas.

A principal diferença em relação ao VAR do futebol de campo é que, no futsal, não existe um árbitro de vídeo acompanhando todos os lances em tempo real. O VS só é acionado quando o treinador solicita um desafio — um por tempo de jogo. Se o lance for revisado e a decisão não mudar, o treinador perde o direito ao próximo desafio naquele período. Já se a decisão for alterada, o treinador mantém o direito de pedir outro desafio dentro das regras da partida.

Lances que podem ser revisados

  • Gol ou não gol;
  • Lances que podem resultar em pênalti;
  • Cartão vermelho direto;
  • Erro de identificação de jogador

Regras do desafio

  • Cada treinador tem 1 desafio por tempo de jogo;
  • Se houver prorrogação, ganha mais 1 desafio;
  • Os desafios não acumulam de um tempo para o outro;
  • Se o lance é revisado e a decisão não muda, o treinador perde o direito ao próximo desafio naquele tempo;
  • Se a decisão é alterada, o treinador mantém o direito de pedir outro desafio (dentro das regras do período).

Durante e após a revisão

  • Os árbitros ficam visíveis ao público enquanto analisam a jogada no monitor;
  • Depois de revisar, o árbitro faz o sinal de “televisão”, comunica a decisão à mesa e, se necessário, aos treinadores;
  • Se a marcação inicial for mantida, o jogo volta com a decisão original;
  • Se o jogo foi parado apenas para revisar, e nada mudou, a partida é reiniciada com bola ao chão.

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