O Francês News teve acesso com exclusividade ao documento da Justiça Eleitoral que revela um dado explosivo: Patrick de Almeida Silva, o influenciador digital conhecido como PTK, preso nesta quarta-feira (3) durante a Operação Morro do Alemão, estava filiado ao MDB de Alagoas — o mesmo partido do senador Renan Calheiros, do governador Paulo Dantas e do pré-candidato ao governo Renan Filho.
A certidão emitida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirma que PTK ingressou na sigla em 31 de março de 2026, com o cadastro registrado no Sistema FILIA em 1º de abril. A situação partidária constava como regular perante a Justiça Eleitoral no momento da prisão.
Nos meses anteriores à operação, PTK vinha construindo capital político nas periferias de Maceió, com atuação junto a mototaxistas, entregadores por aplicativo e moradores de comunidades. Em maio deste ano, anunciou publicamente nas redes sociais sua pré-candidatura a deputado federal pelo MDB para 2026.
O que as investigações da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACCO) revelam, porém, é que essa trajetória política tinha outra engrenagem por trás. Segundo a polícia, PTK é apontado como integrante do Comando Vermelho e teria sido recrutado por José Emerson da Silva, o “Nem Catenga”, identificado como líder da facção em Alagoas, para representar os interesses da organização criminosa dentro da Câmara Municipal de Maceió — estratégia que teria começado já nas eleições de 2024, quando PTK disputou uma vaga de vereador.
A prisão desta quarta-feira expõe o que investigadores descrevem como um projeto deliberado do CV para infiltrar estruturas políticas em Alagoas.
(imagem criada por IA)




