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Conta mais cara, saneamento insuficiente: seis anos depois da venda da água, Grande Maceió sofre

 

Queda no acesso ao esgoto e denúncias sobre abastecimento colocam expansão da infraestrutura em discussão

A venda dos serviços de água e esgoto feita pelo governo de Renan Filho incluiu 13 municípios da Grande Maceió e completou seis anos em 30 de setembro e a população sofre diariamente com um serviço de péssima qualidade e contas com pelo menos 53,7% de aumento. Na ocasião da venda, em 2020, o governo prometeu universalizar o abastecimento nos primeiros seis anos da venda da água por cerca de 2 bilhões de reais.

Nesse intervalo, a tarifa residencial para consumo de até 10 metros cúbicos chegou a passar de R$ 49,70 para R$ 76,40, uma alta nominal acumulada de 53,7%. O último reajuste, aplicado em dezembro de 2025, foi suspenso pela Justiça em março de 2026, com determinação de retorno aos valores anteriores.

Enquanto o custo aumentou, indicadores domiciliares apontaram recuo no acesso ao esgoto em Maceió. Segundo o IBGE, a proporção de moradias com rede geral ou fossa séptica ligada à rede caiu de 61% em 2023 para 48,1% em 2025. A expansão habitacional levanta dúvidas sobre a capacidade do saneamento de acompanhar o crescimento da cidade.

As reclamações também persistem onde o serviço já existe. Em setembro, o Procon notificou a BRK após moradores de três conjuntos da Santa Amélia denunciarem alterações na cor e no odor da água. Algumas famílias relataram precisar comprar garrafões para atividades básicas. Uma fiscalização coletou amostras para análise.

O contraste é explícito, enquanto as tarifas avançaram, a ampliação prometida do atendimento não veio e não foi assegurada a qualidade dos serviços. O número de moradias cresce e a promessa de universalização fica cada vez mais distante de quem precisa do serviço.

Queda no acesso ao esgoto e denúncias sobre abastecimento colocam expansão da infraestrutura em discussão

A venda dos serviços de água e esgoto feita pelo governo de Renan Filho incluiu 13 municípios da Grande Maceió e completou seis anos em 30 de setembro e a população sofre diariamente com um serviço de péssima qualidade e contas com pelo menos 53,7% de aumento. Na ocasião da venda, em 2020, o governo prometeu universalizar o abastecimento nos primeiros seis anos da venda da água por cerca de 2 bilhões de reais.

Nesse intervalo, a tarifa residencial para consumo de até 10 metros cúbicos chegou a passar de R$ 49,70 para R$ 76,40, uma alta nominal acumulada de 53,7%. O último reajuste, aplicado em dezembro de 2025, foi suspenso pela Justiça em março de 2026, com determinação de retorno aos valores anteriores.

Enquanto o custo aumentou, indicadores domiciliares apontaram recuo no acesso ao esgoto em Maceió. Segundo o IBGE, a proporção de moradias com rede geral ou fossa séptica ligada à rede caiu de 61% em 2023 para 48,1% em 2025. A expansão habitacional levanta dúvidas sobre a capacidade do saneamento de acompanhar o crescimento da cidade.

As reclamações também persistem onde o serviço já existe. Em setembro, o Procon notificou a BRK após moradores de três conjuntos da Santa Amélia denunciarem alterações na cor e no odor da água. Algumas famílias relataram precisar comprar garrafões para atividades básicas. Uma fiscalização coletou amostras para análise.

O contraste é explícito, enquanto as tarifas avançaram, a ampliação prometida do atendimento não veio e não foi assegurada a qualidade dos serviços. O número de moradias cresce e a promessa de universalização fica cada vez mais distante de quem precisa do serviço.

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