Um ponto separa Flávio do susto
A nova rodada da Quaest/Globo chegou como água fria na comemoração antecipada do PL: Flávio Bolsonaro recuou de 46% para 45%, enquanto Lula se consolida em 44%. Resultado prático: a disputa virou um jogo de um ponto, exatamente no momento em que não sobra mais tempo para corrigir rota.
A comparação com o primeiro turno é que dói. Flávio terminou aquela etapa com 47,03% contra 45,16% de Lula, vantagem de 1,87 ponto. Agora a distância encolheu para um ponto — ou seja, o candidato do PL não apenas parou de crescer, como entregou parte do que já tinha no bolso.
E há um detalhe que os marqueteiros costumam esconder dos candidatos: nesta altura, brancos, nulos e indecisos já migraram quase todos. Quem ainda estava em cima do muro desceu, e desceu do lado do petista.
**Quem tem a onda**
Em eleição apertada, o que decide não é o número, é a direção. Lula subiu, Flávio caiu. Na reta final, tendência vale mais que vantagem.
**Conta de padaria**
Dois pontos perdidos entre o primeiro turno e agora. Parece pouco, até lembrar que a diferença atual é de exatamente um ponto.
**Favoritismo trocado**
Quem abriu o segundo turno com fôlego de favorito chega ao fim defendendo um ponto de vantagem. É o tipo de liderança que não deixa ninguém dormir.
**O muro desabou**
Com indecisos praticamente zerados, não há mais estoque de voto novo para buscar. Resta convencer quem já escolheu — missão que nenhum palanque cumpre em poucos dias.
**Margem é destino**
Um ponto de diferença significa que qualquer movimento residual decide a eleição. Nessas horas, confiança excessiva é o pior cabo eleitoral.
**Nem vem com média**
Pesquisa parada em 45% x 44% não é empate técnico confortável: é aviso de que a corrida mudou de dono no trecho final.
…faltou pouco para a vantagem virar lembrança.




