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Certidão de nascimento do mandato

A urna já falou, a apuração já esfriou, e o que resta agora é o rito. Dia 17 de dezembro, a Justiça Eleitoral entrega os diplomas a JHC, a Marina JHC e aos demais eleitos. Nada mais que um pedaço de papel, dirá o distraído. Engano.

O diploma é a certidão de nascimento do mandato. Antes dele, o eleito é apenas um nome apurado; depois dele, é autoridade constituída, com hora marcada para subir a rampa. Entre a contagem dos votos e a assinatura do juiz corre aquele intervalo em que a política finge descansar — e é justamente nele que se decidem as coisas que ninguém anuncia em palanque.

Porque é assim que funciona o calendário de dezembro: enquanto a cerimônia é preparada com toga, hino e fotografia de família, os corredores tratam de assunto bem menos solene. Cargo, secretaria, comissão, quem senta onde. O protocolo é público; a negociação, nem tanto.

Convém, de toda forma, guardar a data. O 17 de dezembro é o dia em que a vontade do eleitor deixa de ser estatística e vira obrigação de quem recebeu o papel na mão. O resto — e o resto é tudo — começa no dia seguinte.

* * *

Data marcada  A Justiça Eleitoral já bateu o martelo: a diplomação de JHC, de Marina JHC e dos demais eleitos acontece no próximo dia 17 de dezembro.

Rito antigo  É a etapa que fecha formalmente o ciclo eleitoral. Sem ela, não há posse. Com ela, acaba a temporada de promessa e abre a de prestação de contas.

Agenda cheia  Dezembro, portanto, ganha dois movimentos simultâneos na política local: o solene, com a cerimônia; e o outro, aquele que não cabe em convite impresso.

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