
Uma equipe de engenheiros do Malawi aprovou um projeto de extensão realizado por alagoanos para a construção de um acampamento para órfãos na região. Executado por três professores e cinco estudantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a iniciativa se deu por conta de um convite de um grupo cristão nos Estados Unidos que realiza missões de caridade, o Kindness Acts.
“Eles precisavam de um suporte para a parte dos projetos de arquitetura. Uma amiga em comum me convidou e eu levei a ideia para o grupo de alunos e professores, que prontamente se prontificaram em ajudar”, conta a professora Elisabeth Duarte Gonçalves, coordenadora da equipe
A equipe trabalhou por três meses com o grupo americano e o acampamento será às margens do Lago Malawi, em sua estrutura contará com quartos, refeitório, sala de conferências e espaço de lazer.
“Essa semana eu recebi a notícia que o projeto foi aprovado pela equipe de engenheiros do Malawi e já vai ser iniciada a construção. Em forma de agradecimento o nome da Universidade e dos alunos vai ser colocada em uma placa no acampamento. Nossa universidade vai estar lá no Malawi”, comemora a professora.
“É um projeto bem simples, mas que teve esse desafio de atender as demandas locais, atender ao programa que eles queriam e com, por exemplo, janelas que eles já tinham de doação. O sistema construtivo que eles queriam era tudo em estrutura metálica, que era mais fácil de conseguir doação, então, eles fizeram tudo pensando na questão das doações que eles conseguiram coletar nos Estados Unidos”, completa.
O projeto não conta com parcerias de órgãos públicos e trabalha através de doações, as reuniões entre o grupo americano e o da Universidade são realizadas semanalmente no Campus Arapiraca de forma on-line.
A professora Elisabeth relata os desafios de se realizar um trabalho em um tempo curto e com grandes diferenças culturais.
“Foi um exercício muito interessante porque foi onde a gente pôde praticar o inglês com os alunos. Eles tiveram que fazer um projeto com as medidas americanas, que eles não usam o sistema métrico. Então foi um exercício que a gente teve que se adaptar em várias questões, não só nas questões de projeto, de entender a cultura local, mas da língua”, explica.
Sobre a vontade de ver o equipamento pronto, a professora conta que acho que já virou um sonho de toda a equipe: “É um sonho difícil de ser realizado, mas eu acho que está no coração de todo mundo, porque apesar de ter sido num tempo curto, foi um tempo que a gente teve que se dedicar muito a entender o lugar, entender o projeto, a entender uma outra cultura e a última notícia que a gente soube do projeto é que ele já está em processo de construção e que encheu a gente de muita gratidão e muita emoção também”, conclui.




