
A CBF parece vir resistindo a uma maldição persistente, sua sobrevivência é admirável diante de lideranças que trazem em seu histórico uma horda de presidentes calhordas que têm o futebol como ultimo item em suas listas de prioridade. Dos quatro últimos presidentes, três deles, Ricardo Teixeira, Marco Polo Del Nero e o mais recente, Rogério Caboclo, afastado por denúncias de assédio sexual, não completaram os quatro anos no cargo por conta de delitos e envolvimento em escândalos de corrupção. Sendo José Maria Marin o único a completar o mandato, mesmo tendo sido preso posteriormente condenado pela justiça americana por seis crimes, entre eles organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Um verdadeiro emaranhado de cobras que utilizam a Confederação apenas como instrumento para arquitetar e lucrar com esquemas milionários de corrupção. Como o esporte é jogado para escanteio no órgão, a bola da vez tem nome e sobrenome e, como não poderia ser diferente, um histórico de vida política e privada bem controverso. O alagoano Gustavo Feijó é o atual vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol e se lançou como pré-candidato ao cargo máximo da entidade com o apoio do ex-presidente, Marco Polo Del Nero, banido do futebol pela FIFA por conta de acusações de envolvimento com corrupção.
Além da permanência de um mesmo grupo no comando da confederação por muitos anos, chegando a ter mais de 30 anos de influências de antigos presidentes para as escolhas dos sucessores, sabe-se que, mesmo tendo sido banido do futebol, Del Nero ainda dita as regras na CBF, agora o movimento está sendo feito em favor de Feijó que já conta com a inelegibilidade aqui no estado por oito anos sob a acusação de “abuso de poder político”, de acordo com a juíza Paula de Goes Brito Pontes, da 48ª zona eleitoral alagoana, o ex-prefeito de Boca da Mata aproveitou de “sua posição de prefeito para anunciar benefícios à população” no palanque de Bruno Feijó na campanha de 2020.
Isso é apenas a ponta do Iceberg, Feijó já teve sua candidatura vetada pela Lei da Ficha limpa, preso em flagrante em 2010 por desacato à autoridade e desordem em cartório eleitoral por conta de boca de urna realizada com um veículo pertencente a ele, e já teve por três vezes seu processo eleitoral para a presidência da Federação Alagoana de Futebol questionado pela justiça alagoana. Recentemente, a escolha de seu nome como potencial próximo presidente da CBF foi questionada pelo senador e ex-jogador pentacampeão Romário.


Nas redes sociais o “baixinho” desmentiu rumores de que estaria apoiando Feijó para o cargo e acusou o cartola de ser apenas mais um viciado em poder, assim como os outros que por ali passaram. Em um podcast, Romário expôs em tom de desabafo sua indignação, citando inclusive a falta de moral de Feijó para assumir tal cargo, visto que ele se encontra afogado em escândalos de corrupção de toda sorte. “O cara tem uma porrada de ação pública, particular e política, de várias coisas que… p…! Que ele enriqueceu ilicitamente, e aí estão fazendo um movimento para o cara ser o presidente da CBF. Então, não dá, né?!”, desabafou o senador pelo Rio de Janeiro.
Outra questão levantada por ele é de que não há nenhum questionamento vindo de parte alguma diante das articulações envolvendo o ex-prefeito de Boca da Mata nas questões da CBF, apesar de a CBF estar sob o comando de uma verdadeira quadrilha, nada é feito para mudar as diretrizes da entidade e trazer a renovação que a CBF necessita, o lugar se transformou numa panelinha de crime organizado. Romário também se comprometeu a criar uma nova CPI específica para a CBF caso Feijó ou qualquer outro de sua estirpe se candidate à presidência da entidade. Agora é aguardar os próximos movimentos da quadrilha e se algo será realmente feito, já que os rumores que rolam é de que Feijó já está buscando apoio na câmara e no senado para consolidar seu plano.




