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Entrevista com Rodrigo Cunha (União Brasil): Quarto Poder Alagoas sabatina os principais candidatos ao Governo do Estado

Foto: reprodução / Instagram

Na reta final para as majoritárias o Quarto Poder Alagoas sabatinou os quatro principais candidatos ao Governo de Alagoas afim de elucidar o eleitor, em especial os que ainda não decidiram seu voto, sobre as propostas e intenções de cada um ao assumir o executivo estadual. A sabatina é composta de três questões fixas que se repetem para cada candidato e quatro perguntas baseadas em seus planos de governo.

O objetivo é trazer cada candidato para mais perto dos leitores e oportunizar a cada candidato uma interação individualizada e breve, de forma imparcial e trazendo à tona questionamentos que tragam as respostas que o eleitor ainda não teve a oportunidade ouvir seja nos debates ou nas propagandas eleitorais.

Candidato: Rodrigo Cunha (União Brasil)

Foto: assessoria

Rodrigo Santos Cunha nasceu em 11 de maio de 1981, na cidade de Arapiraca, filho da médica e deputada Ceci Cunha e do comerciante Juvenal Cunha, é graduado em direito pela Universidade Federal de Alagoas, pós-Graduado em Direito do Consumidor pela UNIDERP e em Gestão Estratégica Empresarial pelo ISLA.

Apesar de jovem, possui uma vasta carreira na gestão, em especial nos órgãos de defesa do consumidor, já foi Superintendente do PROCON do Estado de Alagoas (2008-2015), Vice-Presidente do Conselho Estadual de Proteção ao Consumidor, Vice-Presidente da Associação Brasileira dos Procons (2013-2015) e membro da Comissão Nacional de Defesa do Consumidor e Acesso à Justiça.

Foi eleito deputado estadual em 2014 como o mais bem votado do estado acumulando mais de 60 mil votos e em 2018, repetiu o feito, mas desta vez para o cargo de Senador onde obteve 895.738 votos, o que corresponde a 34,42% dos votos válidos. Assim sendo o Senador mais votado de Alagoas.

Licenciou-se de seu mandato no legislativo federal para vivenciar mais um desafio em sua carreira política e entrou na corrida pela cadeira do Palácio dos Palmares, ao anunciar sua pré-candidatura, Cunha despontou como favorito nas pesquisas, atualmente disputa o posto em segundo lugar, muito cotado para disputar a vaga num possível segundo turno. Rodrigo Cunha é candidato pelo partido União Brasil.

Quarto Poder Alagoas: Por que o senhor quer ser Governador do estado de Alagoas?

Rodrigo Cunha: Quero ser governador porque quero cuidar das pessoas, e sei que essa é minha missão. Fui o deputado e o senador mais votado da história de Alagoas e hoje, mais maduro e experiente, sinto-me capaz de fazer mais pelo meu estado. Sou Ficha Limpa e fui eleito, pelo ranking dos políticos, o melhor senador de Alagoas pelo quarto ano seguido.

QPA: Quais são seus principais projetos para Alagoas?

RC: Entre as principais propostas em meu Plano de Governo, estão a criação do Bolsa Alagoas, que vai garantir auxílio estadual de R$ 600,00, com qualificação profissional do indivíduo; Prato Cheio, com a construção de 10 restaurantes populares que irão fornecer as três refeições por dia; AMA – programa de Autonomia da Mulher Alagoana, com acolhimento, qualificação, microcrédito e independência financeira para todos os grupos sociais de mulheres em Alagoas; também vou levar para o estado programas como CNH Social, Saúde da Gente e Corujão da Saúde, ajudei na implantação em Maceió, e são muito bem avaliados pelas população.

QPA: Alagoas ainda lidera o ranking de analfabetismo do país, cerca de 17% dos alagoanos não sabe ler e escrever e com a pandemia, a educação foi um dos setores da sociedade mais afetados. Diante disso, quais ações seriam tomadas em seu governo para resolver ou pelo menos amenizar em médio prazo a questão da educação em Alagoas?

RC: No meu primeiro dia como governador em Alagoas, irei convidar os 102 prefeitos do estado para propor um verdadeiro pacto pela educação; vamos criar escolas técnicas estaduais para garantir o acesso ao ensino profissionalizante, além de valorizar os profissionais e trabalhadores de educação.

Perguntas específicas:

QPA: Os recursos do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep) sofreram desvios para a construção de elefantes brancos e outras obras com fins eleitorais, entre suas propostas está o Plano Estadual de Combate à Pobreza, como isso seria estruturado para assegurar que os recursos do FECOEP sejam direcionados exclusivamente para a assistência social?

RC: Infelizmente, o atual governo optou por utilizar os bilhões arrecadados no Fecoep para outros fins que não investir no combate à fome. Resultado disso, é que lideramos o ranking, no Brasil, das famílias que não têm o que comer, e isso é um crime. Hoje, 4 em casa 10 alagoanos não conseguem fazer as três refeições, e isso vai mudar comigo e minha vice, Jó Pereira, no governo.

QPA: Alagoas hoje conta com seis novos hospitais, porém a situação da saúde no estado ainda é precária. Maior parte dos atendimentos de especialidade médica são concentrados na capital, sobrecarregando não apenas as unidades de saúde, mas também os servidores. Em seu governo quais medidas seriam tomadas para descentralizar a saúde no estado e oferecer aos 102 municípios o acesso a atendimentos e tratamentos mais complexos que a saúde básica?

RC: Cuidar de quem está doente é nossa obrigação. Porém, é preciso investimento na atenção básica para prevenir doenças, porque, além do bem-estar do indivíduo, economizamos recursos, gastando menos na ponta. Como consequência de minha atuação no Senado, Arapiraca e Agreste hoje conta com o Hospital do Amor, unidade de Saúde que atende mulheres na prevenção e combate ao câncer de mama, que mais mata mulheres no Brasil.

QPA: A segurança pública sempre é um ponto importante a ser tratado, mas muito se fala da violência contra a mulher. Apesar dos avanços, Alagoas ocupa a 6ª colocação do Nordeste com mais casos de feminicídios e o terceiro estado brasileiro com maior taxa de crescimento no número de estupros de mulheres em 2021, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2022. Quais medidas seriam tomadas para mudar essa realidade tanto no âmbito preventivo quanto criminal?

RC: Infelizmente, a Segurança Pública de Alagoas na atual gestão voltou a ser politizada e as indicações não são feitas pelo governador-tampão. Esse descaso fez a violência voltar a crescer e hoje os policiais mais uma vez escutam a pergunta se eles sabem de quem esse ou aquele indivíduo abordado é filho, parente, amigo. Sobre a violência contra mulher, meu compromisso é criarmos delegacias especializadas e fazer.com que elas funcionem 24h por dia, nos 7 dias da semana, além de funcionar nos fins de semana porque é quando os crimes desse tipo ocorrem com mais frequência, além de criação de uma unidade em cada região do estado.

QPA: Há muito tempo tem se falado na implementação de indústrias no estado, no entanto, até hoje Alagoas conta como principais geradores de renda o turismo e a agropecuária. Como transformar e modernizar o estado para que ele se torne atrativo e desperte o interesse dos investidores para implantar suas indústrias aqui em Alagoas?

RC: Alagoas tem situação que não é favorável, recursos são mal utilizados e não há retorno para população.  Recursos não faltam. Vamos continuar com a fiscalização e arrecadação, mas não vamos sacrificar quem produz e colocar uma faca no pescoço do empresário, por exemplo. Para Arapiraca por exemplo, vamos levar o polo Industrial e Ceasa, por exemplo.