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Maior falência da história do Brasil entra na reta final após década de disputas

Considerado o maior processo de falência já registrado no país, o caso que envolve o grupo sucroenergético João Lyra ou Grupo Laginha  avança para sua fase final após mais de uma década de embates judiciais. A ação reúne um volume impressionante de informações: são cerca de 103 mil páginas acumuladas ao longo dos anos, refletindo a complexidade do litígio e a extensão dos danos econômicos e sociais provocados.

No centro do processo estão três usinas do grupo. Apenas a Usina Uruba segue em operação, mesmo após mais de dez anos sob o peso da disputa judicial. Em contraste, as usinas Laginha e Guaxuma tornaram-se símbolos do colapso: ambas enfrentam invasões de terras, abandono de instalações e sucateamento de ativos que antes sustentavam economias locais inteiras.

A dimensão financeira do caso ajuda a explicar sua longevidade. Estima-se que cerca de R$ 3 bilhões estejam envolvidos na massa falida, valor que impacta diretamente aproximadamente 7 mil credores, entre trabalhadores, fornecedores, instituições financeiras e o poder público. Muitos aguardam há anos por uma definição que permita, ao menos, a recuperação parcial de créditos considerados perdidos.

Nos bastidores do Judiciário, a expectativa é de que o desfecho traga um marco para o direito falimentar brasileiro, tanto pelo tamanho do processo quanto pelos precedentes que podem ser estabelecidos. Para os credores e comunidades afetadas, porém, a fase final representa mais do que um capítulo jurídico: é a última esperança de encerrar um ciclo de incertezas que se arrasta há mais de uma década.

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