Sem contar com o apoio expressivo de deputados estaduais, o candidato JHC apostou em uma estratégia alternativa: mobilizar um pelotão de vereadores — quase todos de Maceió — para pavimentar sua campanha ao governo do estado.
A escolha não é por acaso. Na capital alagoana, o ex-prefeito figura como franco favorito, e são justamente esses parlamentares municipais que conhecem o território palmo a palmo.
O nome mais proeminente do grupo é o vereador Kelmann, fiel escudeiro que exerceu a liderança de JHC na Câmara Municipal de Maceió. Ao seu lado, dois aliados que foram além da lealdade política: Eduardo Canuto e Chico Filho abandonaram o PL — e colocaram seus próprios mandatos em risco — para seguir o líder em sua nova empreitada.
O gesto tem peso simbólico considerável. Trocar de partido no meio do mandato não é decisão barata, e o movimento sinalizou ao eleitorado o grau de comprometimento desses parlamentares com o projeto de JHC.
A grande questão, porém, permanece em aberto: essa tropa converte barulho em votos? A capilaridade de uma bancada de vereadores pode ser um trunfo valioso na mobilização de base — ou pode se revelar apenas um exército que faz muito estardalhaço sem mover o placar nas urnas.
Por ora, o fato concreto, como dizem os bastidores da campanha, é que eles fazem muita fumaça. Se o fogo vem junto, só a eleição dirá.




