Uma pesquisa eleitoral contratada pelo MDB em Alagoas está no centro de uma crise de credibilidade que chegou à Justiça Eleitoral. O caso expõe uma contradição difícil de ignorar: o resultado do levantamento foi tornado público no dia 20 de maio — quatro dias antes do prazo oficial de encerramento das entrevistas, registrado no TRE para o dia 24.
A irregularidade, detectada nos bastidores políticos, motivou uma ação da federação PSDB/Cidadania, que acionou a Justiça apontando inconsistências na pesquisa amplamente divulgada em sites e perfis ligados à política alagoana. A resposta da Justiça foi imediata: além de ordenar a retirada dos conteúdos do Instagram e do Facebook — determinando à Meta a remoção das publicações —, o Tribunal impôs um prazo de 24 horas para que o instituto responsável apresente sua defesa.
O instituto terá que entregar questionários aplicados, dados técnicos, áreas pesquisadas e documentos que comprovem, de fato, quando a coleta foi realizada. O descumprimento da ordem judicial pode render uma multa de R$ 10 mil.
A pergunta que paira sobre o caso é direta: como uma pesquisa pode ter seu resultado divulgado antes de estar concluída? A resposta, qualquer que seja, promete aprofundar a turbulência política em Alagoas em plena disputa eleitoral — e colocar em xeque não apenas o instituto, mas também quem encomendou o levantamento.



