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Uma onda governista varre o Nordeste — e Alagoas observa

Quatro estados. Quatro cenários onde candidatos ligados aos governos estaduais avançaram nas pesquisas ou viraram a disputa. O movimento não é coincidência — e estrategistas políticos de todo o Nordeste já perceberam.

O caso mais simbólico é Pernambuco. João Campos (PSB) era favorito absoluto. O Datafolha mais recente colocou Raquel Lyra (PSD) numericamente à frente. Na Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) empatou tecnicamente com ACM Neto, que liderou o ciclo por meses. No Ceará, Elmano de Freitas (PT) abriu vantagem sobre Ciro Gomes. No Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), apadrinhado da governadora Fátima Bezerra, registra crescimento consistente.

Há um fio condutor em todos os casos: os candidatos que avançaram estão alinhados ao presidente Lula.

Em Alagoas, a pergunta já circula nos bastidores: o mesmo movimento chega por aqui?

As pesquisas registradas até agora apresentam resultados contraditórios. Levantamentos da TDL apontaram vantagem para JHC. Uma pesquisa posterior mostrou virada numérica de Renan Filho — suspensa, em seguida, pela Justiça Eleitoral. Os números disputam, mas a movimentação nas ruas talvez diga mais.

JHC saiu na frente, ampliou agendas no interior e investiu na presença digital. Renan Filho entrou mais tarde, mas acelerou nas últimas semanas com o governador Paulo Dantas ao lado e lideranças regionais na comitiva. A estrutura do MDB — maioria dos prefeitos, mais de 20 deputados estaduais, maior aparato partidário do estado — começa a pesar na equação.

O fator Lula, porém, ainda foi pouco explorado eleitoralmente em Alagoas. Aliados de Renan Filho avaliam, reservadamente, que tanto o peso da gestão estadual quanto a associação com o Planalto tendem a ganhar tração na reta final.

A resposta definitiva ainda não existe. O que o Nordeste ensina é que disputa estadual raramente termina como começou.

A próxima pesquisa — e, principalmente, as ruas — dirão se Alagoas segue o roteiro regional.

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