Maceió []
Min: Max:
Pesquisar

Chapas de Renan Filho e JHC chegam à reta final com costuras à mostra em Alagoas

A política alagoana tem dessas: quanto mais se aproxima o prazo, mais fundo se instala a dúvida. É quase uma tradição. Um ritual de incerteza cultivado com certo carinho, como se a indefinição fosse, ela mesma, uma forma de poder — quem ainda não se comprometeu, ainda pode tudo.

Falta uma semana para o registro das candidaturas às eleições de 2026, e as principais chapas permanecem com as costuras à mostra. Até as 19h de sábado, dia 15, os partidos precisam bater o martelo diante da Justiça Eleitoral. Mas em Alagoas, como se sabe, o martelo costuma ser levantado bem devagar — e a mão que o segura ainda pondera.

Do lado de Renan Filho, do MDB, a composição segue aberta a retoques. Do lado de JHC, do PSDB, o quadro não é diferente: indefinições que não são fraqueza, são cálculo — ou pelo menos é isso que se prefere acreditar por ora. Cada posto ainda não confirmado é uma moeda que circula nos bastidores, comprando tempo, comprando lealdades, comprando eventuais surpresas de última hora.

O Senado embaralhou o jogo com o anúncio de Alfredo Gaspar, do PL, como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. A saída de cena — ou ao menos a mudança de palco — de Gaspar abriu espaço, e agora uma possível candidatura de Marina Cândia, também do PSDB, ao Senado movimenta os corredores. Os suplentes, aquelas peças que ninguém exibe mas todo mundo negocia, também ainda estão por definir.

Até sábado, muita coisa ainda pode mudar. E essa frase, dita com tanta naturalidade nos bastidores alagoanos, resume bem o estado das coisas: não é alarme, não é crítica — é apenas o estado normal de um xadrez onde as peças se recusam a parar enquanto o relógio ainda corre.

VEJA TAMBÉM