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Marina JHC defende Lara Malta após fala considerada misógina de Renan Filho em debate

 

Candidata ao Senado reagiu à tentativa de desqualificar a secretária municipal de Saúde de Maceió e apontou tratamento diferente ao atual secretário estadual

Marina JHC saiu em defesa da secretária municipal de Saúde de Maceió, Lara Malta, após uma declaração de Renan Calheiros Filho durante o debate da TV Gazeta. Na ocasião, o candidato afirmou que Lara estaria no comando da pasta apenas por indicação política.

Para Marina, a fala teve caráter misógino ao tentar reduzir a trajetória e a capacidade profissional de uma mulher à sua relação com lideranças políticas.

“Lara é enfermeira, assistente social e atualmente cursa Medicina. É uma mulher preparada, que possui formação e experiência para ocupar essa função. Dizer que ela está ali apenas por indicação política é uma tentativa covarde de apagar sua história e desqualificar sua competência”, afirmou Marina.

A candidata também questionou o silêncio de Renan Filho em relação à situação da Secretaria de Estado da Saúde. Gustavo Pontes, atual secretário estadual, foi alvo da Operação Estágio IV, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de desvio de aproximadamente R$ 100 milhões em recursos públicos da saúde. Apesar das suspeitas investigadas, ele permanece no comando da pasta.

“O que incomoda Renanzinho Calheiros é ver uma mulher ocupando um espaço de poder. Lara, uma profissional qualificada, é atacada e desrespeitada. Mas Gustavo Pontes, investigado pela Polícia Federal em um caso envolvendo a suspeita de desvio de R$ 100 milhões da saúde, continua no cargo sem provocar nele a mesma indignação”, declarou.

Marina afirmou que a diferença de tratamento revela que o problema não seria a forma de nomeação nem uma suposta preocupação com a gestão pública.

“O problema deles não é indicação política e muito menos moralidade. O que os incomoda é uma mulher com voz, coragem, preparo e força política. Lara não está sozinha. Não aceitaremos que nenhuma mulher seja diminuída ou silenciada por ocupar o lugar que conquistou”, concluiu.

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