Integrantes do Movimento Brasil (MBR), grupo de direita com atuação em vários estados e em Alagoas, defenderam nesta quarta-feira (30) a concentração de votos para o Senado em Arthur Lira e Marina JHC. O movimento também pediu que Davi Davino desista da disputa. Segundo o MBR, a estratégia busca impedir a reeleição de Renan Calheiros.
Um dos líderes do movimento, Anderson Xavier, defendeu a desistência de Davino em nome do voto útil. Em pesquisas recentes, o candidato aparece sem chances concretas de vitóira, na quarta colocação e fora das duas primeiras posições em uma disputa que oferece duas vagas ao Senado. Para o MBR, uma eventual desistência de Davi ajudaria a concentrar votos em Arthur e Marina e contribuiria para que Renan não fosse reeleito. Esse é o objetivo declarado pelo movimento de direita.
O MBR também declarou apoio a JHC para o Governo de Alagoas e apresentou as candidaturas de Arthur, Marina e JHC como alternativa ao grupo político dos Calheiros no estado. Para o movimento, o chamado “calheirismo” representa a permanência de um mesmo grupo no centro do poder estadual, com influência no Governo, na Assembleia Legislativa e em outras esferas.
Renan Calheiros está no Senado desde 1995, há mais de três décadas. O MBR relaciona sua permanência na política à trajetória de Renan Filho, que governou Alagoas por oito anos, e aos quatro anos de Paulo Dantas no Executivo estadual.
A defesa de candidaturas mais competitivas também aparece em outras disputas nacionais. Em São Paulo, Ricardo Salles desistiu da candidatura ao Senado e declarou apoio a Guilherme Derrite e André do Prado. Na disputa presidencial, Valdemar Costa Neto afirmou que torcia para que Romeu Zema desistisse e apoiasse Flávio Bolsonaro.
Criado em 2014, o MBR ganhou projeção nacional no ano seguinte e chegou a atuar em cerca de 20 estados. O movimento também participou da criação do boneco inflável Pixuleko, que percorreu manifestações pelo país. Em 2026, organizou um encontro de empresários em Maceió e promoveu mobilizações na capital alagoana e em Aracaju, em parceria com o Movimento Direita Sergipana.




